Você sabe o que significa o fosfoetanolamina? Trata-se da droga que ganhou repercussão nos noticiários, nos últimos dias, e que promete ser a cura para o câncer.

Isso mesmo. Esse mal que aflige cada vez um percentual maior de pessoas pelo mundo pode, finalmente, ter um medicamento para tratá-lo de maneira mais simples e eficaz.

No entanto, importante ter muita cautela com os benefícios que ela poderá, realmente, trazer.

Importante ressaltar que, até o momento, não há provas científicas de que a substância distribuída no campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) realmente seja a solução para o problema, além de ainda ser um medicamento com distribuição ilegal.

Nas próximas linhas, enumeramos em forma de tópico, alguns dos principais motivos pelo qual esse medicamento está promovendo tanta discussão.

Fosfoetanolamina em detalhes

Fosfoetanolamina

1# – Falta de testes que comprovem a real eficácia

A substância que é sintetizada na USP São Carlos, no laboratório do químico e professor aposentado Gilberto Chierice, não passou por nenhum teste clinico em humanos que possa garantir o status de curadora do câncer.

Alguns testes em ratos e em células humanas foram realizados, mas não há dados que possam comprovar a necessidade de seu uso.

Testes de toxicidade e eficácia em pacientes com a doença não foram feitos, portanto, é difícil avaliar se, realmente, esse medicamento trará ganhos consideráveis ou mesmo se não poderá trazer algum tipo de problema.

2# – Não possui reconhecimento da ANVISA

Além de não ter estudos que comprovem sua segurança e até mesmo que ateste a eficácia de seus resultados, falta a esse medicamento o reconhecimento pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como um medicamento, o que seria necessário para viabilizar sua distribuição ou comercialização.

3# – Motivo do impasse

Fosfoetanolamina

O motivo para o impasse e que vem provocando a discussão em torno do assunto nos últimos dias é que a USP São Carlos havia proibido a distribuição do medicamento em junho de 2014, mas, por uma decisão do Supremo Tribunal Federal, a droga foi liberada temporariamente a partir de 06 de outubro de 2015.

Sendo assim, pacientes que tiverem a doença e quiserem adquirir essa substância, só estão precisando procurar o campus da universidade.

O que está provocando tamanha discussão é que, além de estarem liberando uma droga sem os devidos testes e sem a autorização da ANVISA, ainda há um alerta da própria agência afirmando que o consumo da droga pode provocar danos à saúde, uma vez que não foi testada devidamente.

4# – Parecer da USP

Diante dessa problemática, restou a USP apenas declarar que a fosfoetanolamina não é necessariamente um remédio e deixa bem claro que não foram realizados os devidos testes e estudos clínicos para sua utilização.

Sendo assim, eles deixam para o médico assumir qualquer responsabilidade legal diante da prescrição dessa substância ao seu paciente.

E aí? Tamanho impasse não? Confiar numa droga que parece ser revolucionária para uma doença tão cruel e desumana ou se precaver aguardando para que se tenha real noção do que ela pode trazer de bom?

Vamos esperar cenas do próximo capítulo.