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Seleuco I Nicátor

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General de Alexandre o Grande nascido em Europos, Macedônia, fundador do reino selêucida, centrado na Síria e no Irã, surgido com a desagregação do império macedônico. Filho de Antíoco, general de Filipe II da Macedônia, este pai de Alexandre, participou da conquista do império persa como oficial de Alexandre (321 a. C.), quando o império foi dividido, coube-lhe a satrapia da Babilônia. Obteve vitórias como aliado de outro general de Alexandre, Antígono Monoftalmos, com quem posteriormente desentendeu-se.

Esteve a serviço (316-312 a. C.) de Ptolomeu do Egito e coordenou a união das forças de Ptolomeu, Lisímaco, governante da Trácia, e Cassandro, que reivindicava a Macedônia, na guerra (315-311 a. C.) contra Antígono, que pretendia tornar-se rei do império de Alexandre. Após a reconquista da Babilônia (312 a. C.), deu início à dinastia selêucida. Com o nome de Seleuco I Nicator (o vencedor), governou segundo modelos helenísticos: incentivou a pesquisa científica, fundou novas cidades e expandiu o reino até a fronteira da Índia.

Devido a conflitos com Ptolomeu, transferiu a capital do reino da cidade de Selêucia, no Tigre, para a recém fundada Antióquia, no Orontes (300 a. C.). Casou-se (298 a. C.) com Stratonice, filha de Demétrio e partiu para restabelecer o império de Alexandre. Após uma série de vitórias e prestes a realizar o desejo, foi assassinado (281 a. C.) por Ptolomeu Cerauno, filho de Ptolomeu do Egito, perto de Lisimaquéia, na Trácia, quando se dirigia para a Macedônia. Seu filho Antíoco I sepultou-o em Selêucia e ordenou sua veneração como Zeus Nicator.

A N E X O 

A cidade de Antióquia

Foi fundada (300 a. C.) por Seleuco I Nicátor (354-281 a. C.), general de Alexandre Magno (356-323 a. C.) e herdeiro da satrapia da Babilônia, com o nome de Antiokheia, ou seja, cidade de Antíoco, em homenagem a seu pai e general de Filipe II da Macedônia (382-336 a. C.), este pai de Alexandre, hoje chamada de Antakya, na Turquia. Tornou-se a capital do império selêucida e grande centro do Oriente helenístico.

Conquistada pelos romanos (64 a. C.), conservou seu estatuto de cidade livre e foi a terceira cidade do império depois de Roma e Alexandria, chegando a abrigar 500 mil habitantes. Evangelizada pelos apóstolos Pedro, Paulo e Barnabé, tornou-se uma metrópole religiosa, sede de um patriacardo e centro de numerosas controvérsias, entre elas o arianismo, o monofisismo e nestorianismo.

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