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Aleksei Maksimovitch Pechkov

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Escritor russo nascido em Nizhnii Novgorod, futura Gorki, em sua honra, cuja obra, para muitos, constituiu-se na verdadeira origem do realismo socialista soviético. De família humilde, teve de abandonar os estudos aos oito anos e, órfão aos onze, a partir dos 12 anos levou uma vida errante pela Rússia, o que lhe inspirou na composição das primeiras histórias, publicadas em revistas literárias e cujos protagonistas eram vagabundos ou indivíduos das classes populares.

Exerceu os mais diversos ofícios como operário de fábricas, vendedor de frutas, ferroviário, office boy etc. Esteve envolvido em atividades revolucionárias e aos 19 anos tentou o suicídio com arma de fogo. Após viajar através da Ucrânia, Cáucaso e Criméia Tiflis, depois Tbilisi, publicou seu primeiro trabalho literário, Makar Chudra (1892), um imediato sucesso. Já era famoso em seu país quando publicou o conto Tchelkash (1895), a história de um ladrão, que lhe trouxe a fama definitiva como contista.

Publicando em jornais, fincou de vez sua reputação com a publicação de seus primeiros livros, os romances Foma Gordeyev (1899), Troe (1900), Pesnia (1901), Deti Solntsa (1905) e Mat (1906) e as peças Meshtshane (1901) e Na Dne (1902), textos de tom revolucionário e de denúncia contra as injustiças sociais, consagrando-se como um escritor de fama internacional. Participou de uma insurreição popular (1905) que lhe rendeu um breve período ao cárcere, depois do qual ele se mudou primeiro para os Estados Unidos (1906).

Por viver ilegalmente com Mlle. Andreieva, sem ainda estar divorciado de sua primeira esposa, Ekaterina Pavlovna, viu-se constrangido a deixar a América e estabelecer-se, no mesmo ano, em Capri, na Itália.

Voltou à Rússia (1913) e nesse mesmo ano iniciou aquela que se considera sua obra-prima, a trilogia autobiográfica formada por Detstvo (1913-1914), Vliudiakh (1915-1916) e Moi universitety (1923), concluída quando já morava em Sorrento, Itália (1921-1928). Ainda na Itália publicou sua última obra completa, Delo Artamonovykh (1925). Voltou à Rússia e tornou-se o líder indiscutível da literatura nacional, até que morreu em sua cidade natal.

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