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Desenvolvimento na Amazônia

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Ciência e tecnologia – A ciência e a tecnologia assumem importância estratégica. O crédito apropriado às diferentes realidades, a assistência técnica eficiente e o uso do poder de compra do estado para carteiras escolares, merenda e madeira são fundamentais. São necessárias medidas de ordenamento ambiental, assim como formas de articular o lazer com reservas de desenvolvimento sustentável, florestas estaduais e reservas extrativistas para promover cadeias produtivas de base sustentável.

Regiões estratégicas – A implementação do ZFV está sendo feita em regiões estratégicas, priorizando aquelas com IDH mais baixo, como o caso das mesorregiões do Alto Solimões e Juruá. Estão sendo feitos investimentos de R$ 30 milhões em cada uma, divididos em ações de melhoria de saúde e educação, combinadas a ações de melhoria da segurança alimentar, do manejo sustentável dos recursos florestais e pesqueiros e da proteção ambiental. A estratégia de implementação é definida por processos participativos de planejamento e gestão, em parcerias com prefeituras, consórcios intermunicipais, ONGs, instituições de pesquisas, movimento. sociais e empresas privadas. Para isso, é fundamental a integração das diferentes estruturas e subprogramas de governo, tanto em escala estadual quanto municipal e federal.

Desenvolvimento sustentável – O ZFV representa uma das mais abrangentes iniciativas de desenvolvimento sustentável após a Rio-92, que consagrou esse conceito no âmbito internacional. Os desafios de implementar tão ambicioso programa são enormes. Felizmente, há uma série de exemplos bem-sucedidos em escala piloto na amazônia. Chegou a hora de dar escala de políticas de governo a esses êxitos pontuais. Existe também uma série de fracassos de políticas governamentais e projetos privados, com ou sem fins lucrativos. Está na hora de absorver as lições desses casos, evitando a repetição dos desacertos.

O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA AMAZÔNIA
Floresta X desenvolvimento – Ainda há tempo para que a Amazônia não repita a história da Mata Atlântica. Existem, felizmente, alternativas. O ponto de partida é mudar os pressupostos e as orientações das políticas públicas e o comportamento e os valores de cada um de nós. O desenvolvimento pode, sim, ser feito com a manutenção das florestas. Entretanto isso não deverá ser resultado do altruísmo dos indígenas, extrativistas, colonos, fazendeiros e empresários. Necessitamos de políticas públicas capazes de mudar a lógica econômica da fronteira do desmatamento. A equação é simples. A manutenção das florestas deve ser economicamente mais rentável do que os benefícios do garimpo florestal e da agropecuária. Para isso, o produtor rural tem que obter melhores rendimentos dos produtos florestais madeireiros e não-madeireiros e dos serviços ambientais prestados por suas florestas (conservação dos rios, biodiversidade, clima, etc).

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