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Conselho nacional deve aprovar possibilidade de parte do ensino médio ser a distância

Órgão quer que até 30% do currículo seja feito através de atividades que possam ser feitas em casa.

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Estudantes do Brasil inteiro podem começar a ter parte do curso de ensino médio realizado através de atividades a distância. Essa é a proposta que está sendo discutida e deve ser aprovada essa semana pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

Conselho nacional deve aprovar possibilidade de parte do ensino médio ser a distância

De acordo com as informações que constam na proposta, até 20% do currículo poderá ser feito a distância para as turmas que acontecem no período da manhã, e até 30% para aqueles alunos que cursam o ensino médio no período noturno.

Apesar de não existir uma legislação sobre o assunto, sabe-se que essa foi uma das propostas citadas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, durante sua campanha. Mas, no caso, Bolsonaro tinha se referido ao ensino fundamental. O que se discute, neste primeiro momento, é a implementação do projeto apenas no ensino médio.

A proposta da CNE pretende atualizar as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para o ensino médio e regulamentar a reforma da etapa, que já havia aberto uma brecha para o ensino online. O texto anterior já previa que uma carga horaria de até 40% do currículo fosse flexível, com aprofundamento de estudos em áreas específicas.

Conselho nacional deve aprovar possibilidade de parte do ensino médio ser a distância

O texto propõe que o ensino a distância seja “preferencialmente” utilizado na parte flexível, prevista pela reforma. Portanto, tanto o conteúdo comum quanto a parte optativa poderão ser oferecidos de maneira não presenciais.

Além disso, a regra que está sendo discutida deve acontecer somente com a presença de um professor. Isso é diferente do que acontece no ensino superior, que aceita que as aulas a distância sejam ministradas com um tutor, por exemplo.

Os principais defensores da proposta argumentam que essa medida vai ajudar a aumentar a oferta de disciplinas não obrigatórias do novo ensino médio. Essa é uma das principais criticas ao novo ensino médio, uma vez que locais que tenham poucas escolas tendem a ter menos ofertas dessas disciplinas.

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