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Casa de Detenção de São Paulo ou Carandiru foi uma penitenciaria localizada na zona norte no bairro homônimo da Cidade de São Paulo, inaugurado na década de 20, o Carandiru é obra do engenheiro-arquiteto Samuel das Neves, e o interventor federal era Ademar Pereira de Barros que em 1938, pelo decreto estadual 9.789, extinguiu a Cadeia Pública e o Presídio Político da Capital.

O Massacre

O 02 de outubro não é um dia comum, foi nessa mesma data em 1992, nas vésperas das eleições para prefeito aconteceu o maior massacre em uma prisão. Uma ação que não seguiu nenhum planejamento prévio e deixou 111 presos mortos. A tragédia virou livro, filme e teve apenas um culpado condenado, em 2001: o coronel Ubiratan Guimarães, que se elegeu deputado estadual por São Paulo no ano seguinte e morreu em 2006.

A penitenciária do Carandiru era aberta à visitação pública e chegou a ser considerada um dos cartões postais da cidade de São Paulo.

É somente a partir de 1940 – quando a penitenciária excedeu sua lotação máxima – que ela começa a passar por sucessivas crises e brigas.

Numa das várias tentativas de resolver esses problemas de superlotação foi construída a Casa de Detenção, concluída em 1956 no governo de Jânio Quadros, que elevou sua capacidade para 3 250 detentos, mas que – ao mesmo tempo – era um anexo cuja arquitetura não se adequava totalmente ao projeto original do complexo, embora fosse adequado aos padrões da época.

Desde então a história do Carandiru passa a não ser nada mais que crises e rebeliões, que culminam com os famosos massacres de 1992, quando então, as autoridades penitenciárias amontoavam, em péssimas condições, cerca de oito mil detentos.

Em 2002, iniciou-se o processo de desativação do Carandiru, com a transferência de presos para outras unidades. Hoje o presídio já se encontra totalmente desativado (com exceção apenas a ala hospitalar ainda ativada atualmente), com alguns de seus prédios já demolidos e outros que foram mantidos, para serem posteriormente reaproveitados.

O governo do estado de São Paulo construiu um grande parque no local, o Parque da Juventude, além de instituições educacionais e de cultura. Um de seus pavilhões foi reaproveitado para ser instalada no edifício a Escola Técnica Estadual do Parque da Juventude, popularmente chamada de Etec Parque da Juventude.