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As baleias Orcas podem possuir as respostas sobre a menopausa

Assim como os seres humanos, as fêmeas da baleia orca também entram na menopausa, e um estudo pode nos explicar melhor porque esse fenômeno acontece nessas espécies.

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Sabemos que parece mentira, mas de fato um estudo sobre as baleias orcas vêm sendo realizado desde os anos 70 por uma equipe de pesquisadores que, provavelmente não possuem família ou planos de diversão, já que, há mais de 40 anos, eles se encontram em uma base de pesquisas no noroeste do Oceano Pacífico.

O intuito dessa pesquisa é descobrir porque as mulheres, assim como as fêmeas de mais duas espécies de baleias, incluindo a orca, entram na menopausa e deixam de procriar, passando a maior parte das suas vidas incapacitadas de terem descendentes.

Diferenças entre as orcas e as mulheres

Apesar das fêmeas de ambas as espécies serem conhecidas por seu instinto assassino, existem algumas diferenças entre elas quando o assunto é período de procriação e expectativa de vida.

As mulheres geralmente entram no seu período fértil aos 12 anos de idade e permanecem nele até completarem 45 anos, às vezes até os 50 anos, sendo que a expectativa de vida entre elas é de, no máximo, 90 anos.

Já as baleias orcas, no caso, entram em seu período de reprodução aos 15 anos de idade, e saem dele, iniciando na menopausa, por volta dos 30 anos. A expectativa de vida das orcas é de 100 anos.

Além da orca, existe uma outra espécie de baleia fêmeas entram na menopausa, a baleia-piloto, também conhecida como baleia beluga ou baleia-branca, aquela menor, que parece golfinho com uma cabeça enorme. Além delas, recentemente foi descoberto que a baleia-narval, também chamada de baleia unicórnio – já que se trata de uma espécie com um grande ‘chifre’ na cabeça, mais ou menos entre os olhos, – também passa pela menopausa.

Motivos que desencadeiam a menopausa nas orcas

De acordo com os pesquisadores, o maior problema relacionado a reprodução das baleias está na ausência de cooperação das baleias mais velhas com as mais jovens. Como assim? Simples: rivalidade feminina.

Isso mesmo: foram registrados casos de fêmeas que tiveram filhotes machos, que ao chegar à fase adulta foram disputados entre as fêmeas do bando, mãe e filhas para a procriação. E não se engane: essa competição pode se entender a hábitos alimentares e de convivência.

A pesquisa mostrou que as baleias mais velhas, quando impedidas de procriarem, se tornam mais cuidadosas com os demais integrantes do grupo, prezando pela vida de todos e, inclusive, compartilhando seu alimento, garantindo a preservação da família. Esta é a razão principal para o desenvolvimento natural da menopausa nas baleias: a autopreservação da espécie.

Como a menopausa das baleias pode ser igual a das mulheres?

Simples: a semelhança desse período nas duas espécies se deve ao fato de que as mulheres mais velhas, assim como as baleias (por falta de opção), dão prioridade para manter a salvo sua família, resguardando seus filhos e demais integrantes de seu grupo.

No entanto, os pesquisadores não consideram essa teoria 100% pertinente, visto que existem muitas outras espécies de animais que vivem muito, que as fêmeas mais velhas cuidam do grupo e mesmo assim permanecem procriando até morrerem.

A menopausa não passa de um processo evolutivo que impede fêmeas de uma determinada idade de continuarem procriando. Esse impedimento evolutivo, de acordo com os pesquisadores, acontece para que as vidas já existentes sejam preservadas e consequentemente descendentes mais fortes surjam.

Para a mulher, é importante tomar os devidos cuidados com doenças que podem aumentar nessa fase, como a osteoporose, por exemplo, e procurar um médico para um acompanhamento adequado de todos os sintomas.

Portanto, se você é mulher e está próxima a chegada da menopausa na sua vida, esteja preparada para se tornar apenas uma colaboradora da existência dos demais integrantes do seu grupo, ou se preferir, da sua família.


Artigo escrito por Luana Biral – Graduada em Direito, luto pelos direitos humanos, feminismo e igualdade racial. Hobby: Literatura, fotografia e conteúdo web.

Fontes: El País Brasil, Euroclinix, Publico.pt

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