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01/06/2012 10:00

Absolutismo na Inglaterra

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5. Absolutismo na Inglaterra 

Dinastia Tudor 

Henrique VIII(1509-1547) 

O fortalecimento do poder real na Inglaterra aconteceu com a Dinastia Tudor, no inicio do século XVI. Henrique VIII, segundo monarca da dinastia Tudor, governou de 1509 a 1547, neste período ele impôs sua autoridade aos nobres com o apoio da burguesia, unificando o país. Além disso, após romper com a Igreja, Henrique passou a dominar as propriedades eclesiásticas inglesas. Como líder da Igreja Anglicana teve seu poder político ampliado. 

O absolutismo era estabelecido de fato, Henrique VIII obrigou o Parlamento a transformar as decisões reais em leis, tornando o Conselho Real o principal instrumento de poder do Estado, e a função do Parlamento passou a ser apenas decorativa. 

Isabel I (1558-1603) 

Em 1558 ocorreu a ascensão de Isabel I ao trono. Última filha de Henrique VIII governou a Inglaterra de forma imperiosa até o ano de 1603, durante este período provocou um aumento considerável no poder real. Realizou uma forte perseguição religiosa, que atingiu tanto os católicos quanto os protestantes calvinistas, determinando definitivamente o anglicanismo como a religião oficial da Inglaterra. Em 1583 foi desenvolvido o Tribunal de Alta Execução, onde eram julgadas as causas contra a rainha, sem direito de recorrência. 

As rendas do Estado foram ampliadas quando a rainha decidiu seguir uma prática de concessão de monopólios comerciais e industriais aos comerciantes e empresários. 

Dinastia Stuart e as Revoluções Inglesas 

O absolutismo foi implantado na verdade durante a Dinastia Tudor (1485-1603). Durante a Dinastia Stuart houve a tentativa de legalizar este poder absoluto. Essa ação começou quando Jaime I, primo de Isabel e rei da Escócia, subiu ao trono, e teve fim com a Revolução Gloriosa em 1688.

Revolução Inglesa 

A Revolução Inglesa foi composta por duas revoluções que se complementam, a Revolução Puritana e a Revolução Gloriosa. Essa crise começou com o aumento de produtos exportados pela Europa, prejudicando o domínio da monarquia e o absolutismo. 

Devido ao aumento do mercado de exportação os camponeses eram obrigados a se retirarem de suas terras, e como não tinham para onde ir eles migraram para as cidades e se submeteram a trabalhar em fábricas com péssimas condições de trabalho e remunerações baixas, mais tarde em conseqüência dessa situação ocorreu a revolução industrial.

Em pouco tempo a maior parte dos camponeses trabalhavam nas cidades, a indústria crescia cada vez mais e os proprietários enriqueciam tendo um maior poder sobre a economia, sobrepondo o poder da monarquia.

Após a morte da rainha Elizabeth I houve uma tentativa de mudança por parte de seu sucessor Jaime I. Mas essa tentativa, que tinha como objetivo recuperar o poder, não teve sucesso e tudo o que ele conseguiu foi a oposição dos ingleses. Quando seu filho Carlos I subiu ao trono a situação se agravou, ocorreram diversos conflitos, o principal deles foi a disputa entre o rei e o Parlamento. Em 1629, numa reunião parlamentar a política religiosa de Carlos I e o aumento dos impostos foram condenados, isso fez com que o rei rompesse com o Parlamento. A partir daí, todas as decisões tomadas pelo rei eram motivos de protestos na Inglaterra. Tudo começou quando Carlos tentou impor o anglicanismo aos puritanos e presbiterianos que se negavam a pagar os impostos estabelecidos pelo rei. 

Carlos I fortalecia a Igreja Anglicana para unificar a Escócia e a Inglaterra através de um livro de orações, ele achava que o “Direito Divino dos Reis” o colocava acima da lei e isso incomodava o Parlamento que foi desfeito por ele três vezes.

O Parlamento reuniu exércitos para impedir que Carlos I voltasse ao poder absoluto, ai começou a Guerra Civil Inglesa que teve início em 1642. No começo Carlos I venceu várias das batalhas, mas em 1648 o Parlamento venceu as tropas monarcas.

Em 1649 o rei foi julgado e condenado por traição, em seguida foi decapitado. Neste mesmo ano, Oliver Cromwell que havia liderado os soldados que venceram os monarcas, proclama a república. Cromwell se fortaleceu e deu mais poder ao exército que o Parlamento; uniu a Inglaterra, Escócia e Irlanda firmando sua ditadura militar. A partir daí o capitalismo e a industrialização da Inglaterra teve condições para se desenvolver. 

Cromwell criou uma constituição para o Parlamento que beneficiou a Inglaterra que se fortificou e venceu a Holanda e se tornou soberana diante de qualquer povo que por algum motivo viesse conflitá-la. 


Durante o reinado de Carlos I, eclode a guerra civil, em razão 
de sua tentativa de se impor ao Parlamento. 

Revolução Gloriosa 

Em 1658 Richard, filho e sucessor de Cromwell assumiu o trono, porém no ano seguinte foi renunciado ao cargo de Lorde Protetor. O Parlamento convocou Carlos II, que em 1660 se restabeleceu no trono prometendo tolerância religiosa e anistia geral. Porém, o monarca sentia-se subordinado ao Parlamento, por isso decidiu se aliar ao católico e absolutista Luís XIV da França, deixando o Parlamento desconfiado de sua atitude e determinando que o rei não poderia mais intervir na política européia sem a aprovação parlamentar. 

O sucessor de Carlos II, seu irmão Jaime II, tentava conduzir o país para o catolicismo e por isso teve que enfrentar uma forte oposição do Parlamento, que logo tomou suas providências convocando Guilherme de Orange, esposo de Maria (filha de Jaime II), para assumir o trono inglês, desde que respeitasse as regras parlamentares. O acordo foi aceito e Guilerme III foi nomeado o rei da Inglaterra em 1689. 

Após o golpe que sofreu do Parlamento, Jaime II se refugiou na França. Este episódio ficou conhecido como Revolta Gloriosa.





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