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A Revolução socialista: outubro

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2. A revolução socialista: outubro

Os bolcheviques aumentavam suas fileiras e o Congresso dos sovietes reivindicava a retirada da Rússia da guerra. O Governo Provisório molestou os líderes bolcheviques, reprimindo severamente os movimentos de rua. Lenin, líder dos bolcheviques refugiou-se na Finlândia. 

Em julho de 1917, a ofensiva contra a Áustria-Húngria fracassou e favoreceu a manifestação do dia 17, em Petrogrado. O Governo Provisório de Lvov desabou, sendo substituído por Kerensky, que era contrário aos bolcheviques. 

Em setembro, Kornilov, um general ligado ao Antigo Regime, marchou em direção a Petrogado. Com isso, Kerensky teve que pedir o apoio dos bolcheviques. Kornilov foi vencido e Kerensky manifestou sua dependência para com os trabalhadores e bolcheviques. Assim, Lenin retornou à Rússia.
Lenin preparava o povo para uma revolta armada, recebendo o apoio dos Sovietes contra o governo. 

Em novembro (outubro pelo calendário russo) os bolcheviques se instalaram nos pontos estratégicos de Petrogrado. Kerensky, sem o apoio de suas tropas, refugiou-se. Os Sovietes da Rússia reuniram-se em Congresso e confiaram o poder ao Conselho Comissário do Povo, do qual Lenin era o presidente.

A organização política da Rússia

Em 1918 foi concluída a Constituição que estabelecia o novo regime de governo. Porém, até o ano de 1921, período marcado por grandes conturbações, ela não foi executada. Em 1921, com o acordo realizado com a Inglaterra, a Rússia foi reconhecida, de fato pelas potências européias. Portanto, fazia-se necessário que as instituições políticas do país fossem regularizadas. 

Muitos Estados que haviam se separado da Rússia durante a Revolução se reintegraram, e em 1922, tais Estados uniram-se à Rússia Soviética, organizando a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). 

Em 1924, a Constituição de 1918 foi ampliada e adotada pelo Congresso dos Sovietes. Previa que a base do poder político seria os Sovietes (conselhos), que eram formados pelos trabalhadores e camponeses, e que escolhiam os seus representantes, que se reuniriam todos os anos no Congresso dos Sovietes. Teoricamente, os representantes possuíam o poder supremo neste Congresso. No entanto, a quantidade demasiada de representantes impedia a eficiência do governo. Em razão disso, o poder era delegado a um Comitê Central Executivo, dividido em duas Câmaras, que no início possuíam poder exclusivamente legislativo. 

O poder real pertencia ao Presidium, um órgão permanente do Comitê Central, e ao Conselho dos Comissários do Povo.

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