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A Doutrina Truman e a Guerra Fria

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12. A Doutrina Truman e a Guerra Fria 

Terminada a Segunda Guerra Mundial, dois grandes países disputariam o controle do mundo. Esta disputa envolvia questões ideológicas, políticas, econômicas, financeiras e militares. A essa disputa denominou-se Guerra Fria.

Este conflito seria "diferente" dos demais confrontos, pois os dois grandes países envolvidos (Estados Unidos e União Soviética) não se enfrentaram diretamente, do ponto de vista militar.

Doutrina Truman – No dia 12 de março de 1947, o presidente norte-americano Harry Truman, num discurso no Congresso, afirmou que os Estados Unidos se posicionariam a favor das nações livres que desejassem resistir às tentativas de dominação. A meta de Truman era combater o comunismo e a influência soviética, oficializando a Guerra Fria. Estava lançada a Doutrina Truman. O secretário de Estado, George Marshall, reforçou a posição norte-americana ao lançar o Plano Marshall, um programa de investimentos e de recuperação econômica para os países europeus em crise após a guerra.

Kominform – Em represália, a União Soviética criou o Kominform, organismo encarregado de conseguir a união dos principais partidos comunistas europeus, além de afastar da supremacia norte-americana os países sob sua influência, gerando o bloco da "Cortina de Ferro". Complementando a reação soviética, em 1949 foi criado o Comecon, buscando a integração econômico-financeira dos países socialistas.

Otan – Em 1949 foi criada a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma aliança político-militar dos países ocidentais, composta inicialmente por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Portugal e Itália, aos quais mais tarde se juntaram Grécia, Turquia e Alemanha Ocidental, opondo toda a Europa ocidental à União Soviética. A meta era combater o perigo vermelho (comunismo ) na Europa.

Pacto de Varsóvia – Do lado soviético foi criado, em 1955, o Pacto de Varsóvia, que unia as forças militares do Leste europeu (Albânia, Bulgária, Tchecoslováquia, Alemanha Oriental, Hungria, Polônia e Romênia). A meta era consolidar a união das forças socialistas.

Bloqueio – Em 1948, os soviéticos por ordem de Joseph Stalin determinaram um bloqueio à cidade de Berlim, tentando impedir que o Ocidente (Estados Unidos e Inglaterra) realizasse o abastecimento no setor oeste da cidade. Mas Stalin não conseguiu o que desejava, pois os ocidentais realizaram o abastecimento por via aérea.

RDA e RFA – Em 1949, a União Soviética criava a República Democrática Alemã (RDA), comunista, com capital em Berlim; enquanto isso, os Estados Unidos, a Inglaterra e a França transformavam a parte ocidental da Alemanha em República Federal Alemã (RFA), capitalista, com capital em Boon.

Muro de Berlim – Em 1961, foi construído o Muro de Berlim, que separou concretamente os dois lados da cidade e tornou-se símbolo da separação alemã e da Guerra Fria. A derrubada do Muro de Berlim em 1989, em meio ao colapso do socialismo real, por sua vez, ficou sendo o marco do fim do período da Guerra Fria. À sua queda, em seguida, deu-se a reunificação da Alemanha.
Outras organizações similares foram sendo criadas na década de 1950, como por exemplo, a Anzus, que congregava Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos.

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