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A exploração do Pau-Brasil

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Pré-colonização (1501-1530) 

PAPEL SECUNDÁRIO – Nos primeiros trinta anos do século XVI, o Brasil ocupou um papel secundário no conjunto de prioridades portuguesas.

Não se encontraram riquezas aparentes que pudessem concorrer com os enormes lucros provenientes do comércio com o Oriente ou somar-se a eles.
ROTA DE PASSAGEM – A nova terra não possuía também uma população organizada que pudesse ser subjugada para render tributo pelo simples direito de viver. Assim, o Brasil tornou-se apenas uma rota de passagem, quase que obrigatória, para as embarcações que praticavam o comercio indiano; aqui, elas realizavam abastecimentos e faziam reparos, quando necessários.

A EXPLORAÇAO DO PAU-BRASIL 

MONOPÓLIO DO ESTADO – O pau-brasil foi colocado, desde o início da colonização, sob o monopólio do Estado (estanco), e sua exploração foi arrendada, em 1502, a um grupo de comerciantes portugueses, liderados pelo cristão-novo Fernando de Noronha, por um prazo inicial de três anos.

TRÁFICO DE MADEIRA – Se a Coroa Portuguesa, entretida com o comércio oriental, não valorizava suficientemente o pau-brasil – a ibirapitanga dos indígenas –, o mesmo não se pode dizer de mercadores de outros países, sobretudo corsários franceses. Desde 1504, há notícias de comerciantes franceses traficando essa madeira diretamente com o indígena brasileiro. Os lucros eram grandes, uma vez que nada se pagava à Coroa Portuguesa que, para combater o contrabando, armou duas expedições comandadas por Cristóvão Jacques: a primeira em 1516; a segunda em 1526.

ESCAMBO – Tanto os franceses como os portugueses utilizaram a mão-de-obra indígena nos trabalhos de exploração dos recursos naturais, sobretudo do pau-brasil. Os selvagens, em troca de quinquilharias (produtos de baixo custo para os europeus), cortavam, serravam e carregavam o pau-brasil, transportando-o, nos ombros nus (às vezes de duas ou três léguas de distância), por montes e sítios escabrosos até a costa. Esta relação com os indígenas denomina-se escambo.

A COLONIZAÇAO BRASILEIRA

DILEMA – A partir de 1530, surgiu um verdadeiro dilema para a Coroa Portuguesa: ocupar definitivamente as terras brasileiras ou correr o risco de perdê-las para os franceses.

EXPEDIÇÃO DE MARTIM AFONSO – O primeiro passo, no sentido de ocupá-las, foi o envio da expedição de Martim Afonso de Souza, que deixou Lisboa em 3 de dezembro de 1531, com a incumbência primordial de varrer os franceses da “costa do pau-brasil” e desenvolver, ao máximo, a exploração da nova terra, fazendo-lhe reconhecimento e preparando-a para empreendimentos futuros que garantissem o seu domínio aos portugueses.

PRIMEIRA VILA DO BRASIL – A expedição aportou, em janeiro de 1532, em São Vicente, onde Martim Afonso instalou o que seria a primeira vila do Brasil.
Esse primeiro núcleo oficial foi instalado no litoral sul, local de fácil acesso ao Prata, o que demonstrava o interesse mercantilista pelo domínio dessa região.

AGRICULTURA DE EXPORTAÇÃO – As informações enviadas à Metrópole relatavam a ausência de metais preciosos e a existência de um solo com grande potencial para investimentos agrícolas. Valorizando tais informações , o Estado português tomou a iniciativa de inaugurar uma nova estratégia colonial: o desenvolvimento da agricultura voltada para exportação, possibilitando a ocupação, o povoamento e a valorização econômica dessas terras. Isso é o que se denomina colonização.

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