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As vanguardas européias e os ismos contemporâneos

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As vanguardas européias e os ismos contemporâneos 
O futurismo
 

Movimento que surgiu oficialmente no dia 20 de fevereiro no ano de 1909 através da publicação do Manisfesto futurista pelo poeta Filippo Marinetti, é considerado um movimento artístico e literário, esse manifesto foi publicado no jornal francês Le Figaro.

Vejamos a seguir algumas das frases de manifestações que provocavam revolta na época: 
“Desejamos demolir os museus e as bibliotecas” 

“O tempo e o espaço morreram ontem. Vivemos ja no absoluto,ja que criamos a etrena velocidade onipresente” 

“Um automovel rugidor,que tem o ar de correr sobre a metralha é mais belo que a Vitoria de Samotracia. 

O termo futurista no Brasil, circula desde 1912, tomando assim a conotação de uma coisa confusa, caótica ou um absurdo tendo assim um sentido pejorativo. Com isso Mario de Andrade, rebateu o epíteto de “O Meu Poeta Futurista” com que Oswald de Andrade o considerava em artigo elogioso, reafirmando assim a sua recusa ao rótulo “futurista”, no “Prefácio Interessantíssimo”, de Paulicéia Dsvairada: 

“Não sou futurista (de Marinetti). Disse e repito-o. Tenho pontos em contato com o futurismo”. 

O Expressionismo


Foi denominado expressionismo, um movimento de vanguarda que ocorreu na Alemanha. O Expressionismo foi contemporâneo do Futurismo italiano e do Cubismo Frânces. 

O Expressionismo valoriza muito os sonhos, ou seja, tudo aquilo que foge do controle lógico do homem, pois em seu sentido amplo, ele caracateriza a arte que é criada sob o impacto da expressão, mas da expressão da vida anterior, das imagens que vêm do fundo do ser, acabano assim por se manifestar pateticamente, onde o mundo interior é obscuro e alógico, logo, assim também devia ser a expressão. 

O Cubismo

Foi considerado um movimento artístico que aconteceu entre os anos de 1907 e 1914. Seus principais fundadores foram Pablo Picasso e Georges Braque. 

Ele tratava de formas da natureza através de figuras geométricas, representando assim as partes de um objeto em um mesmo plano, ou seja, a representação do mundo não tinha mais compromisso nenhum com a aparência real das coisas. 

Esse movimento se evoluiu em três fases: 

Fase cezannista ou cezaniana, que ocorreu entre os anos de 1907 e 1909. 

Fase analítica ou hermética, que ocorreu entre os anos de 1909 e 1912, onde era caracterizada pela desestruturação da obra, através da decomposição de suas partes constitutivas. 

Fase sintética (junto com a experimentação de colagem), essa fase foi considerada uma reação do cubismo analítico, que tornava as figuras novamente reconhecíveis, colando pequenos pedaços de jornal e letras. 

Dentro desta fase, destacaram-se dois movimentos: 

• Orfismo
• Secção de Ouro
 

O Dadaísmo

O dadaísmo teve início em Zurich, através do primeiro manifesto de Tristan Tzara, que foi lido no dia 14 de julho no ano de 1916, onde no total forma sete manifestos Dadá. 

Ele se caracteriza pela oposição a qualquer tipo de equilíbrio, pela combinação de pessimismo irônico e ingenuidade radical, através do ceticismo absoluto e da improvisação. 

O dadaísmo destaca o ilógico e o absurdo, porém apesar da falta de sentido, o movimento protestou contra a loucura da guerra, onde sua principal estratégia era denunciar e escandalizar. 

O Surrealismo 

Cronologicamente, esse movimento é o último da vanguarda européia, e surgiu com esse nome no ano de 1924, assim que André Breton lançou o Manifesto do Surrealismo. No ano de 1917, a palavra “surrealismo” já tinha sido usada por Apollinaire. 

Esse movimento surgiu através da ruptura com o Dadaísmo, através da desilusão com o seu niilismo e com sua autofagia. 

O Surrealismo se baseia na onipotência do sonho e no desinteressado jogo do pensamento, sua finalidade é resolver as condições previamente contraditórias de sonho e realidade, para criar uma realidade absoluta, uma super realidade. 

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