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Formação Econômica do Brasil, por Celso Furtado

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O livro “Formação Econômica do Brasil”, de Celso Furtado, entra em detalhes sobre temas como comércio exterior, crescimento econômico, ciclos da economia, escravatura, imigração e migração interna e processo de industrialização.

Para entendê-lo com totalidade é preciso observar o contexto da época na qual foi escrito. A obra foi concebida em um momento positivo brasileiro: o final do governo de Juscelino Kubitschek, uma época de grande desenvolvimento do país, resumida no slogan do governo “cinquenta anos em cinco”.

O interessante da obra é que Furtado, para esclarecer o presente e entender os problemas que impediam o desenvolvimento do país, busca no passado, ou seja, nos cinco séculos de história do país, as raízes dos problemas brasileiros.

Em uma mistura de história com análise econômica o autor mostrou uma nova forma de interpretar os acontecimentos do passado e consagrou seu livro como um dos grandes títulos de história econômica do mundo.

Formação Econômica do Brasil

Primeira parte

Os primeiros capítulos do livro tratam da época que corresponde ao início do país, que engloba o período entre os séculos 16 e 18.

Neles Furtado apresenta as relações econômicas e políticas que deram os rumos para a colonização portuguesa no Brasil e também o que ocorreu nas demais colônias da América.

Ele aborda detalhadamente o processo de exploração envolvido em todas as colônias e os compara entre si. Também explica o porquê de Portugal ter escolhido tais lugares como colônia de exploração e os resultados disso para a coroa.

Segunda parte

Celso Furtado Formação EconomicaA segunda parte avança para o período que envolve os séculos 16 e 17. O tema principal dessa fase do livro aborda a economia escravista que tinha como objetivo manter a agricultura tropical.

Ele analisa os resultados desse sistema e o compara com uma economia industrial, entrando em detalhes nas equivalências e semelhanças entre ambos.

Nos capítulos presentes nesta segunda parte o autor mostra os impactos que isso causou no país, social e economicamente, abordando todas as fases pelas quais a agricultura brasileira passou, enfocando o ciclo do açúcar.

Terceira parte

Nesta fase do livro o século que é explorado é o 18. O foco principal dos capítulos que se seguem é a economia escravista mineira.

O tema abordado sai do âmbito da agricultura e entra no ciclo de mineração, que começou com a descoberta de ouro abundante na região que hoje é Minas Gerais.

Ele explora os interesses de Portugal nas pedras preciosas brasileiras e explica os impactos que isso gerou em todos âmbitos do país e também no Brasil colônia.

Quarta parte

Com foco no século 19, a quarta parte do livro aborda o processo de transição do trabalho escravo para o trabalho assalariado, que ganha força com a chegada dos imigrantes no país.

Nessa fase o autor mostra os fatores responsáveis pela transição e os impactos que isso teria na economia e na vida social brasileira e portuguesa.

Quinta parte

Já no século 20, a quinta e última parte do livro é principalmente sobre outro período de transição brasileiro: da agricultura para o sistema industrial.

Também tratando do assunto com viés econômico, político, histórico e social.

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