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Apolíneo vs Dionisíaco

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A utilização da mitologia na era antiga era comum para explicar linhas de raciocínio filosófico e até mesmo conceitos literários aplicados. Na Grécia Antiga, a mitologia era muito presente nesses conceitos, e auxiliaram na nomenclatura de diversos preceitos literários e movimentos filosóficos.

Uma das principais dicotomias da época eram os conceitos Apolíneos versos Dionisíacos. Suas origens se dão de Apollo e Dionísio, ambos filhos de Zeus, o Deus pai de todos os deuses da mitologia grega.

Apollo ela reverenciado na época como o deus da racionalidade e razão por seus seguidores, enquanto Dionísio era o deus do caos e irracionalidade de pensamento. Apesar de serem dicotomias, os gregos nunca consideraram esses deuses opostos um ao outro, ou sequer rivais, e era comum o entrelaçar dessas divindades por eventos naturais.

A filosofia alemã e os conceitos apolíneo e dionisíaco

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Os Apolíneos se baseavam no pensamento lógico e razão em suas ações e obras, enquanto os dionisíacos se baseavam no instinto e emoção para construírem suas obras. As grandes tragédias e seus conteúdos foram criados baseados na interação desses conceitos.

Essa afirmação foi primeiramente analisada na obra de Nietzsche, O nascimento da tragédia. Nietzsche usou o conceito de estética que depois se desenvolvei filosoficamente para essa obra e posteriormente foi publicado nesse livro.

A premissa principal de Nietzche era que os impulsos artísticos dionisíacos e apolíneos formavam as artes dramáticas, e ele prosseguia com o argumento fiel que essa fusão não havia sido alcançada desde a Grécia antiga e suas famosas tragédias que inspiraram diversas histórias.

Os ápices das obras de tragédia, foram de acordo com Nietzche, as obras de Ésquilo e Sófocles, e são até hoje as únicas reais representantes da tragédia. Ele também afirma que Eurípedes é quem começa o declínio das obras de tragédia.

Utilizando o racionalismo socrático de Eurípedes em tragédias, e somando isso a infusão de ética e razão roubou a essência de tragédias e rompeu o frágil equilíbrio entre o dionisíaco e o apolíneo.

A essência entre a interação do Apolíneo e o Dionisíaco era extremamente aparente. As tragédias gregas apresentavam histórias trágicas de heróis e protagonistas que tentavam com todas as suas forças ordenar o injusto destino traçado em sua vida, e morria angustiadamente no fim, sem concluir o que desejava.

Conceitos atuais do apolíneo e dionisíaco

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A autora Camille Paglia traça paralelos com a cultura contemporânea ocidental em seu livro (1990) Sexual Personae. De acordo com sua obra, a complicada trama intercultural pode ser vista aos olhos de uma análise conjunta do apolíneo e o dionisíaco.

A racionalidade, o celibato, intelectualismo e progresso pensando em objetivo final são traços apolíneos, enquanto no dionisíaco temos a irracionalidade, busca pelo êxtase, ignorância, preguiça e indulgência sexual.

Até mesmo um paralelo entre religiões contemporâneas são traçadas. Os princípios caóticos de religiões pagãs são relacionados ao dionisíaco, enquanto as religiões Judeu-cristã são vistas como exemplos de conceitos apolíneos.

Os paralelos traçados pela autora são dissidentes de um forte e crescente feminismo, que ela relaciona como um impacto entre ambos o dionisíaco e o apolíneo.

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