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3 obras que todo brasileiro deve ler

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De tempos em tempos, a arte produz obras que servem à reflexão, quase como oráculos que refletem e apontam caminhos sobre a nossa condição miserável e humana. Com criatividade, talento e  muita imaginação, artistas conseguem trazer um mundo novo para próximo de nós, leitores.

O Brasil tem grandes escritores e, para ajudar você a escolher boas obras para conhecer mais sobre esses grandes artistas, a seguir selecionamos 3 obras que todo brasileiro deve ler, que, além de grandes obras e muito bem escritas, falam muito sobre nossa cultura e dilemas.

3 obras que todo brasileiro deve ler

Obras que todo brasileiro deve ler

Dom Casmurro, de Machado de Assis

Dom Casmurro, escrito por Machado de Assis, é um romance de 1899, que foi publicado pela tradicional Livraria Garnier.

Seu protagonista é Bento Santiago, também o narrador da trama, que pretende reunir uma série de acontecimentos de sua vida, expondo sua visão sobre esses fatos para o leitor. A razão para esse desejo de Bento é passar a limpo sua relação com Capitu, e sua relação de obsessão e ciúme pela mulher. Daí decorre a grande questão do livro: Capitu teria ou não traído Bento com seu melhor amigo, Escobar?

A história se passa no Segundo Império, na cidade do Rio de Janeiro. Logo no início o título se justifica, tendo sido dado por meninos, que viam Bento, já maduro, com uma cara sempre sisuda, daí “Dom Casmurro”.

De uma grande riqueza artística, o romance faz uso de estratégias como o sarcasmo, a ironia e citações de muitas obras, como a do filósofo Schopenhauer e a obra de  Shakespeare, sobretudo “Otelo”.

Com o passar do tempo, o livro se tornou um dos maiores enigmas da literatura nacional, suscitando, desde então o interesse de diversos pesquisadores e originando um sem número de obras críticas sobre “Dom Casmurro”, com foco sobre o retrato do ciúme masculino, toda a ambiguidade de Capitu, as questões sociais e morais da época, entre outros.

Influenciou – e segue influenciando – leitores e grandes escritores e é considerada a obra-prima de Machado de Assis. Alguns críticos colocam o livro como um dos mais importantes de todos os tempos, em nível de literatura universal.

Grande Serão, de João Guimarães Rosa

Grande Sertão: Veredas é uma obra escrita por João Guimarães Rosa, publicada no ano de 1956 e, desde então, tem tornado-se um dos principais textos de língua portuguesa.

A trama fala de Riobaldo, que é um velho dono de terras e ex-jagunço, que relata todas as suas experiências de vida a um outro personagem, interlocutor, embora sua identidade jamais seja revelada, e não tenha nenhuma fala.

As histórias contadas por Riobaldo são as mais diversas, incluindo amantes, vingança, aventuras, lutas em vários locais do sertão de Minas Gerais, sul da Bahia e Goiás, com forte cunho de digressões e filosofia,  o que acaba dando um caráter universal ao texto.

Um dos principais fatores que expõem o requinte na escrita de Rosa é que todos os personagens ganham vida através do relato de Riobaldo, ou seja, são todos construídos com todas as características da fala desse personagem. Riobaldo enfileira as histórias que conta, por causa da preocupação que tem no fato de o diabo poder existir, o que poderia levar sua alma ao inferno. O livro tem foco psicológico, sem linearidade e é sempre escrito em primeira pessoa.

O Museu da Língua Portuguesa, de São Paulo, fez uma exposição marcante, totalmente baseada no romance, no ano de 2006.  Quatro anos antes, o Clube do Livro da Noruega compos uma lista com os 100 melhores livros de todos os tempos, tendo sido apontados 100 autores de 54 países. Guimarães Rosa é o único brasileiro que figura no ranking.

A Paixão segundo G.H., de Clarice Lispector

A Paixão segundo G.H., de Clarice Lispector, foi publicado no ano de 1964. Sua história trata de uma mulher – cuja identidade apenas aparece referida com as iniciais G.H. – que, após despedir sua empregada e matar uma barata enquanto arruma seu armário sozinha, começa um grande relato psicológico sobre a perda da condição de indivíduo.

Um dia depois do acontecimento ela está às voltas com toda a dificuldade em escrever e lidar com o acontecimento. São diversos os capítulos que compõem a história e têm, como especificidade o fato de retomarem no começo, a mesma frase que finalizou o anterior, o que passa uma ideia de grande continuidade.

Tudo isso denota o caráter altamente filosófico da obra, que se relaciona intimamente à teoria do existencialismo, trazida por Jean-Paul Sartre, segundo alguns críticos.  É considerada, por fãs e alguns críticos, uma das grandes obras em língua portuguesa.

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