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A questão das Investiduras (1076-1122)

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4. A Questão das Investiduras de 1076 a 1122

A Questão das Investiduras foi um confronto que ocorreu no século XI entre o Estado e a Igreja. Esta última, que por sua vez, pretendia cessar a influência do poder temporal sobre a Igreja, e, além disso, firmar o seu poder sobre os governantes cristãos. Os primeiros personagens desse conflito foi o papa Gregório VII e o imperador Henrique IV, do Sacro Império Romano Germânico. 

O Papado, influenciado nas idéias da Ordem de Cluny, retirou dos imperadores a vantagem de indicar o pontífice, e logo criou o Colégio dos Cardeais, que teria como função eleger o papa. 

Em 1073, Gregório VII foi eleito e começou a aplicar novas medidas, como a instituição do celibato dos sacerdotes, e a proibição do imperador conceder a investidura leiga. O imperador Henrique IV, irritado com o comportamento do papa, passou a considerar o pontífice deposto, e em contrapartida foi excomungado por Gregório VII. 

A Questão das Investiduras foi definitivamente solucionada no ano de 1122, com a Concordata de Worms, um tratado assinado pelo papa Calixto III e pelo imperador Henrique V, que afirmava que a investidura espiritual dos bispos pertencia ao papa, porém, o bispo deveria assegurar ser leal ao imperador, ao assumir o poder do território de um bispado.

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