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Guerras púnicas

1Um dos traços que melhor define o grande poderio dos romanos, sem dúvida está na enorme capacidade de expansão orquestrada por tais seres.

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Hoje vamos falar de mais um dos momentos históricos em que Roma se propôs a guerrear por mais poder e espaço. Especificamente na região do Mar Mediterrâneo, quando os romanos tiveram que enfrentar em três diferentes momentos os guerreiros da cidade de Cartago, que fica no norte da África, na região do golfo da Tunísia. Esse confronto passou a ser chamado de Guerras Púnicas. De acordo com os especialistas, elas também foram extremamente importantes para que o império romano ganhasse seu largo espaço no Mar Mediterrâneo.

O termo “púnica” tem origem na organização da cidade de Cartago. O romano entendia que o púnico correspondia ao povo daquela cidade, um legítimo cartaginês. Atrelado a púnico, temos o termo poenicus, com derivação de phoinix. Para os fenícios, phoinix é o mesmo que fenício em grego.

A fundação de Cartago

Se Cartago teve tanta importância nas guerras púnicas, vamos entender a origem dessa cidade fundada pelos fenícios. Eles, que habitavam o Oriente Médio e levaram para Cartago um importante veia de impulso comercial. O cartaginês gostava de dominar qualquer rota comercial que estivesse na região do Mar Mediterrâneo.

Os territórios das ilhas sicilianas conhecidas como Sardenha e Córsega também estavam no seu campo de atuação, além dos territórios do norte da África. Até mesmo a Península Itálica era bem povoada pelo domínio dos cartagineses.

O que desejavam os romanos?

2Durante o avanço sobre a região de Cartago, os romanos desejavam abastecer suas cidades com diferentes gêneros retirados do espaço africano. Povos vizinhos precisavam ser contidos e, para tal fim, nada melhor do que muitos escravos. Esses foram os pontos centrais do conflito com o povo de Cartago.

O primeiro confronto púnico se deu em 264 a.C. e 241 a.C., com vitória dos romanos. Logo em seguida, os cartagineses foram obrigados a pagar elevadas indenizações a Roma e perdeu as posses sobre as ilhas da Sicília, de Córsega e de Sardenha.

No segundo embate Roma saiu mais fragilizada. Foi em 218 a.C. e 201 a.C.. Nesse período, um general cartaginês conhecido como Aníbal Barca foi protagonista na invasão de Sagunto, uma importante cidade comercial ligada a Roma. Sagunto foi defendida pelos romanos, mas os cartagineses foram mais audaciosos. Com a chegada de um outro general romano chamado de Cipião, o povo de Cartago sofreu novas perdas. Até mesmo elefantes estiveram presentes nessas lutas.

Cartago passou a ser vista como um desafio para os romanos. E eles não pouparam esforços para acabar com a cidade. Na terceira Guerra Púnica, entre 146 a.C. poucos sobreviveram ao ataque e, quando não mortos, tornaram-se escravos dos romanos.

Os especialistas explicam que no período das três guerras Roma ainda dominou outros povos das áreas orientais do mar Mediterrâneo: macedônios, sírios e gregos.

A tomada do Mar Mediterrâneo pelos romanos ainda contou com uma mudança expressiva no nome da região que passou a ser chamada de “Mare Nostrum”, ou “nosso mar”.

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