Expressão usada para designar países do Sudeste Asiático com desempenho econômico excepcional nas últimas décadas. Eles obtêm crescimento anual em torno de 8%, mantendo-se próximos dessa taxa mesmo em épocas menos favoráveis na economia mundial. Coréia do Sul, Formosa (Taiwan), Hong Kong e Cingapura apresentam altas taxas de crescimento desde os anos 60. Já Tailândia, Indonésia e Malásia, chamados novos Tigres, deslancham na década seguinte. Recentemente, Filipinas e Vietnã também se destacam.
Esse desempenho se baseia no aumento das exportações de bens de consumo aos mercados da América do Norte, Ásia e Europa. Os setores mais dinâmicos são vestuário, eletroeletrônicos e computadores. Entre os fatores que favorecem esse crescimento acelerado estão as altas taxas de poupança e investimento, que em alguns países chegam a 40% do PIB; boa qualificação da mão-de-obra, resultante da ênfase no ensino básico; e salários baixos. Em alguns países há o incentivo do governo nos setores estratégicos, como é o caso da Coréia do Sul . Já outros, como Hong Kong , têm sua base mais apoiada no livre mercado. De qualquer modo, todos mantêm estabilidade política e econômica, muitas vezes por meio de governos autoritários.
A partir de meados da década de 90, o crescimento das exportações cai rapidamente e a maioria desses países apresenta elevados déficits em conta corrente. Os anos de rápido crescimento haviam provocado aumento nos salários e perda de competitividade. Por conta disso, a China entra no páreo, já que ali os salários são ainda menores, e consegue arrebatar boa parte do mercado de seus vizinhos. Outro problema para os Tigres é o rápido crescimento dos empréstimos externos e a especulação imobiliária, o que compromete a saúde do sistema bancário e repercute negativamente na economia. Déficits comerciais e crise no sistema financeiro ocasionam a fuga de capitais e a especulação, principalmente a partir de julho de 1997. Isso leva diversas nações a desvalorizar suas moedas. A Tailândia é a primeira, seguida por Malásia, Indonésia, Filipinas, Cingapura, Formosa (Taiwan) e Coréia do Sul. Alguns países, como Tailândia e Coréia do Sul, recorrem ao FMI para conseguir novos empréstimos e ajustar a economia. Os coreanos recebem o maior aporte financeiro: US$ 57 bilhões.
A crise financeira nesses países repercute nas bolsas de valores de todo o mundo, que apresentam forte queda a partir de outubro. O movimento atinge em cheio o Japão, cujo sistema bancário se enfraquece muito. Para os próximos anos espera-se que esses países venham a ter crescimento bem inferior ao alcançado nas últimas décadas.
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