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Zaíra de Oliveira

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(1891 – 1952)
Soprano brasileira com formação clássica no Instituto Nacional de Música, atual Escola Nacional de Música e que também cantou música popular. Em concurso (1921) na escola de música, venceu o primeiro prêmio, porém a despeito de sua grande versatilidade, não recebeu o prêmio de viagem por ser negra, fato ocorrido 30 anos antes da promulgação da Lei nº 1.390, de 3/7/951, também conhecida como lei Afonso Arinos. Conta-se que isso não a entristeceu, pois naquelas circunstâncias, a alta distinção conquistada no mais importante órgão oficial de ensino artístico da capital do Brasil lhe daria motivo justo de orgulho. Acompanhada pelo regional de Canhoto, a cantora apresentava-se na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Gravou seu primeiro disco (1924), e no ano seguinte participou de festivais artísticos, dos quais o do Teatro Municipal de Niterói, onde cantou Tosca, de Puccini, Berceuse, de Alberto Nepomuceno e Schiavo, de Carlos Gomes, além de A despedida e Cantiga praiana de Eduardo Souto, com letras de Bastos Tigre e Vicente Carvalho, respectivamente. Apresentou-se também no Casino Copacabana Palace ladeada de Catulo da Paixão Cearense e Gastão Formenti. Casou-se (1932) com o violonista e compositor Ernesto Joaquim Maria dos Santos, o Donga, e tiveram uma filha, Lígia. Cantou ainda em vários coros de igrejas. Em seu livro Não acuso nem me perdôo, o embaixador Paschoal Carlos Magno considerava-a uma das maiores cantores negras do mundo. Morreu no Rio de Janeiro e entre seus sucessos mais populares citam-se Cabeleira à la garçonne (1925), Dondoca (1927), Canção dos infelizes (1931), Pode bater (1931), Solange (1931) e Já mandei (1932).

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