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Winston Leonard Spencer Churchill, Sir

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(1874 – 1965)
Célebre político inglês nascido em Blenheim Palace, Oxfordshire, considerado o mais nacionalista dos políticos britânicos. Estudou em Harrow e na Academia Militar de Sandhurst. Mandado a Cuba (1896), trabalhou como soldado e jornalista, escrevendo reportagens sobre a guerra da independência para o jornal Daily Graphic, de Londres. No ano seguinte o jornal o enviou à Índia e suas reportagens sobre as operações em Malakand, região indiana fronteiriça com o Afeganistão, despertaram enorme interesse no Reino Unido. Após participar da guerra contra os bôeres na África do Sul, foi eleito deputado pelo Partido Conservador (1900), iniciando sua carreira política. Aderiu ao partido liberal (1904) e foi nomeado subsecretário das colônias (1906), começando sua carreira ministerial. Durante a primeira guerra mundial, o fracasso da operação dos Dardanelos (1915), da qual foi o principal organizador, obrigou-o a abandonar o governo. De volta ao Partido Conservador (1924), foi nomeado ministro da Fazenda do governo de Stanley Baldwin. No início da segunda guerra mundial foi nomeado novamente primeiro Lord do Almirantado e substituiu (1940) Arthur Neville Chamberlain como primeiro-ministro de um governo de coalizão com os trabalhistas, no qual ocupou também a pasta da defesa. A partir desse momento, dedicou-se inteiramente a conseguir a vitória, advertindo, porém, à nação, em seu famoso discurso, que nada tinha a oferecer além de sangue, esforço, suor e lágrimas. Convencido de que essa vitória só seria possível com a ajuda dos Estados Unidos, reuniu-se com o presidente americano Franklin Delano Roosevelt e assinaram a Carta do Atlântico (1941). Quando Adolf Hitler invadiu a Rússia, não hesitou e imediatamente aliou-se a Stalin (1942). Com o advento da paz, a coalizão governamental presidida por ele foi dissolvida. Derrotado pelos trabalhistas nas eleições (1945), voltou ao governo como primeiro-ministro (1951), depois da vitória dos conservadores nas eleições. Recebeu da rainha Elizabeth II o título da Ordem da Jarreteira (1953) e nesse mesmo ano o Prêmio Nobel de Literatura, pelos dotes na descrição histórica e biográfica e pela brilhante oratória na defesa e exaltação dos valores humanos. Dois anos mais tarde, em 5 de abril, retirou-se da vida política, dedicando os últimos anos de vida a suas ocupações favoritas: a pintura e a literatura, e faleceu em 24 de janeiro (1965), em Londres. Como escritor, sua obra máxima é The Second World War (1948-1953), em seis volumes.

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