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Reiner de Graaf

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Médico e anatomista holandês nascido em Schoonhoven, Neth., que descobriu e descreveu o folículo ovariano (1673), também conhecido como folículo graafiano, onde as célula individuais, os óvulos, eram formadas, sentenciando que, tanto quanto os ovíparos, os vivíparos nasciam de um ovo, além de pesquisar o suco pancreático. Estudou na Universidade de Angers, França, onde obteve o M.D. (1665).

Ainda como estudante, foi o primeiro a obter a secreção pancreática. Através da abertura do duodeno de um cão, conseguiu cateterizar o ducto de Wirsung com a haste oca de uma pena e obteve suco pancreático puro. Até então desconhecia-se a função do pâncreas, considerado como um apoio para o estômago ou um órgão de convergência de vasos quilíferos. A sua experiência sobre a fístula pancreática só foi repetida por Claude Bernard no século XIX.

Estabeleceu-se em Delft (1967) onde praticou medicina e escreveu seu famoso tratado sobre o pâncreas (1663) e onde também morreu com apenas 32 anos de idade. Também se projetou com importantes estudos sobre os órgãos de reprodução dos mamíferos. Estudou com detalhes a anatomia dos órgãos sexuais masculinos e femininos e descreveu o fenômeno da ovulação e os folículos ovarianos que contêm os óvulos em fase de maturação, hoje conhecidos como folículos de Graaf, conforme a denominação dada por Haller (1730).

Deixou ainda um tratado sobre clisteres, método terapêutico muito empregado na época. Clister ou crister é uma pr’tica terapêutica na qual um líquido medicamentoso ou, hoje, de substância para contraste radiológico, é introduzido no reto. Chamava-se de cristeleira a mulher especializada em aplicar clisteres.

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