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Raimundo de Farias Brito

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Escritor e filósofo brasileiro nascido em São Benedito, Estado do Ceará, um dos maiores nomes do pensamento filosófico brasileiro e autor de uma das maiores obras filosóficas produzidas em nosso país, onde identificou os planos do conhecimento e do ser, voltando dogmaticamente à metafísica tradicional, de caráter espiritualista. 

Fez seus primeiros estudos em Sobral, mas com a seca teve de mudar-se com a família para Fortaleza, onde completou o curso secundário no Liceu Cearense e formou-se em direito na Faculdade de Direito do Recife, onde foi aluno de Tobias Barreto e obteve o título de bacharel (1884). Atuou como promotor e, por duas vezes, como secretário no governo do estado do Ceará e transferiu-se depois para o Estado do Pará, onde lecionou na Faculdade de Direito de Belém do Pará (1902-1909) e trabalhou como advogado e promotor. 

Tido como autor de prestígio, mudou-se para o Rio de Janeiro (1909) e venceu o concurso para a cátedra de lógica do Colégio Pedro II, cargo que exerceu pelo resto da vida. Muito religioso, em suas primeiras obras criticou a filosofia da época, a seu ver dissolvente, propondo-se a combater o materialismo, a teoria da evolução e o relativismo, pregando um Deus como um princípio que explica a natureza e serve de base ao mecanismo da ordem moral na sociedade. 

Nas obras seguintes evoluiu para um espiritualismo mais pronunciado, abandonando o naturalismo inicial. Morreu no Rio de Janeiro, deixando como principais publicações Finalidade do mundo (três volumes: 1895 / 1899 / 1905), A verdade como regra das ações (1905), A base física do espírito (1912) e O mundo interior (1914). Em sua homenagem a cidade de Quixará, interior cearense, passou a ser chamada de Farias Brito.

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