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José Carlos do Patrocínio

José do Patrocínio é considerado por seus biógrafos o maior de todos os jornalistas da Abolição.

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Poeta, romancista, jornalista e orador, José do Patrocínio nasceu no dia 08 de outubro de 1854 em Campos, RJ, e faleceu em 29 de janeiro de 1905. Filho do Padre João Carlos Monteiro, vigário da paróquia e orador sacro muito famoso na capela imperial.

Aos 14 anos foi para o Rio de Janeiro e começou a trabalhar na Santa Casa de Misericórdia e voltou aos estudos no Externato de João Pedro de Aquino, ingressando na Faculdade de Medicina como aluno de farmácia e se formou em 1874.

Depois disso, foi morar em São Cristóvão, e para pagar sua estadia lá, lecionava aos filhos do Capitão Sena, a partir daí começou a frequentar o “Clube Republicano” que funcionava na residência, do qual faziam parte Quintino Bocaiúva, Lopes Trovão, Pardal Mallet e outros.

Casou-se com Rosa Bibi, a filha do Capitão Emiliano Rosa Sena, a partir daí já iniciou sua carreira de jornalista na Gazeta de Notícias onde tem a seu cargo a “Semana Parlamentar”, que assinava com o pseudônimo Prudhome.

Em 1879 iniciou ali a campanha pela Abolição. Em torno dele formou-se um grande coro de jornalistas e de oradores, entre os quais Ferreira de Meneses, na Gazeta da Tarde,  Joaquim Nabuco, Lopes Trovão, Ubaldino do Amaral, Teodoro Sampaio, Paula Nei, todos da Associação Central Emancipadora. Por sua vez, Patrocínio começou a tomar parte nos trabalhos da associação.

Depois em 1881 foi para a Gazeta da Tarde, substituindo Ferreira Menezes que havia falecido, então fundou a Confederação Abolicionista e dirigiu o manifesto assinado por André Rebouças e Aristides Lobo.

Em 1882, foi ao Ceará, levado por Paula Ney, e ali foi cercado de todas as homenagens. Dois anos depois, o Ceará fez a emancipação completa dos escravos. Em 1885, visitou Campos, onde foi saudado como um triunfador. Regressando ao Rio, trouxe a mãe, doente e alquebrada, que veio a falecer pouco depois. Ao enterro compareceram escritores, jornalistas, políticos, todos os amigos do glorioso filho.

Em setembro de 1887, deixou a Gazeta da Tarde e passou a dirigir a Cidade do Rio, que havia fundado. Ali se fizeram os melhores nomes das letras e do periodismo brasileiro do momento, todos eles chamados, incentivados e admirados por Patrocínio. Foi de sua tribuna da Cidade do Rio que ele saudou, em 13 de maio de 1888, o advento da Abolição, pelo qual tanto lutara.

Dia do Jornalista Católico

29 de janeiro é o dia do Jornalista Católico, e se deu por causa de José do Patrocínio, é uma homenagem ao mesmo que lutou e contribuiu muito para a história do Brasil.

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