Ex-ministros afirmam que novo ensino médio pode aumentar desigualdades

Enquanto o projeto com a mudança no ensino médio continua tramitando, já tendo o seu texto aprovado na câmara dos deputados federais, alguns especialistas e também políticos estão criticando o tema. A principal mudança do ensino médio deve ser o oferecimento de um currículo paralelo, que ofereça opções que estejam relacionadas com a carreira que o estudante pretende seguir.

Segundo a opinião de alguns dos ex-ministros da educação que passaram pelos governos anteriores, tais como Aloizio Mercadante, Renato Janine Ribeiro e Henrique Paim, estas mudanças poderão acabar prejudicando determinados alunos, especialmente com relação as oportunidades que cada um terá.

A desigualdade acaba sendo uma das principais preocupações das pessoas que já comandaram a pasta de educação. Atualmente o currículo do ensino médio é global e fixo para todas as escolas, sendo que os responsáveis pelas administrações das escolas, que geralmente são estaduais, precisam suprir estas necessidades. Mas com o currículo flexível, os estudantes dos estados mais carentes podem sofrer.

Isso deve acontecer basicamente em virtude do fato que caberá ao administrador selecionar quais serão as disciplinas que vão ser oferecidas nas escolas, e pode existir uma tendência da escolha apenas pelos mais baratos em termos de investimentos, tanto com relação a estrutura quanto também em relação a formação dos profissionais.

“Está sendo dita uma coisa, que o aluno poderá escolher a sua opção, mas ele vai escolher a opção dentro do leque que a rede oferecer. Se uma rede escolher oferecer um leque enxuto, ele não tem opção”, declarou Renato Janine Ribeiro, em uma entrevista concedida recentemente a um jornal.

Também existe uma crítica relacionada a forma como a mudança está sendo imposta, passando por cima de uma série de discussões que já acontecem dentro do Ministério da Educação.

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