Migracões por Continentes

Migrações Populacionais

“Embora os deslocamentos de população sempre tenham existido, podemos situar a segunda metade do século XIX como o primeiro momento de migrações maciças, com características intercontinentais. Complementando um processo iniciado ainda no século XVI, com a expansão marítimo-comercial e a ocupação de novos territórios (a América e a Oceania, por exemplo), a partir de 1850 ocorre um grande deslocamento de europeus em direção a essas áreas. Entre 1846 e 1890, foram cerca de 377 mil indivíduos por ano; entre 1891 e 1920, cerca de 910 mil, chegando aos 366 mil por ano no período entre 1921 e 1929. Calcula-se que o êxodo europeu tenha chegado a 50 milhões de pessoas. No início do século XX, também foi grande a emigração de japoneses, chineses e coreanos e de povos do Oriente Médio para a América Latina e os EUA” (Oliva, Jaime e Giansanti, Roberto. Espaço e Modernidade: temas da Geografia Mundial. Atual. p. 190 e 191. 2001).

As melhores condições estruturais dos países desenvolvidos ajudam a compreender que não foi por acaso que eles se transformaram em áreas de atração populacional, enquanto países subdesenvolvidos ou mercados emergentes, como o Brasil e a Argentina, tradicionais áreas atrativas, são agora repulsivas (os dois países atravessam um longo período de estagnação e de crises econômicas). Nas últimas décadas do século XX, presenciamos não somente a ida de pessoas em direção à Europa (principalmente Alemanha) e ao Japão, mas também o seu retorno. Os EUA são um dos países que mais recebem imigrantes. Devido a problemas econômicos e à falta de oportunidades, uma grande escalada migratória tem-se estabelecido do México para os Estados Unidos.

Após a Segunda Guerra Mundial, deu-se, em âmbito mundial, uma série de conflitos que provocaram a migração de inúmeras pessoas. São justamente os países mais pobres que mais emitem migrantes que se deslocam em razão das péssimas condições de vida.

MIGRAÇÕES POR CONTINENTES

Europa:

Recebe migrantes de países periféricos que para lá se dirigem em busca de trabalho. Internamente, isso também ocorre em países de industrialização tardia, como Portugal, Grécia e Espanha (áreas de emigração) e cujo destino são países mais desenvolvidos, como a Alemanha, Reino Unido e França. O esfacelamento do bloco socialista iniciou um movimento migratório em direção à Europa Ocidental.

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