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Enem x Fuvest – Diferenciais e Semelhanças

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O Brasil tem, hoje, ao menos dois grandes sistemas de seleção para o Ensino Superior. Um é o Fuvest e o outro, o Enem. Quais seriam as semelhanças e diferenças entre eles, para que se possa reunir maiores informações sobre qual é mais interessante fazer e como? A resposta, apresentamos a seguir.

Sobre a Fuvest

A Fuvest, ou Fundação Universitária para o Vestibular, é um exame que dá acesso à Universidade de São Paulo. Seu funcionamento é da seguinte forma: deve-se realizar a primeira fase, com 90 questões de múltipla escolha; caso haja a aprovação, há a segunda fase, que é realizada em 3 dias distintos, com provas discursivas. Segundo analistas, o diferencial entre a Fuvest e o Enem é o fato de ser muito tradicional, muitas vezes sem que os exercícios sejam contextualizados, com exemplos do cotidiano, tornando-se uma mera avaliação quantitativa do conhecimento e não qualitativa, pois não contempla, em algumas provas, o espírito crítico e interpretativo do candidato.

Muitas vezes, há a exigência de conhecimento objetivo, mas sem a subjetividade do pensamento. Um ponto de semelhança entre as duas seleções é o fato de ambas apresentarem também questões relativas à atualidade, em grande quantidade. A interdisciplinaridade não costuma ser uma tendência em suas questões.

Enem x Fuvest - Diferenciais e Semelhanças

Sobre o ENEM

Por sua vez, o Enem – Exame Nacional do Ensino Médio – é uma avaliação, de caráter nacional, para observar qual a situação do ensino, ano a ano. Com o tempo, essa prova tem sido usada como modo de seleção de candidatos para dar acesso a universidades, além de propiciar a entrada no SISU – Sistema de Seleção Unificada – que visa o ingresso em instituições de ensino superior federais, ou o PROUNI – Programa Universidade para Todos – que é um Programa de bolsas para instituições particulares.

O Enem se diferencia de vestibulares em geral – como a Fuvest –, primeiramente porque avalia habilidades, e não se trata de uma verificação conteudista somente. Por isso, acaba primando por fazer uma avaliação de habilidades, de cada candidato, por questão apresentada na prova. Não necessariamente limita o aluno para que estude um conteúdo, mas sim, irá observar o que foi apreendido pelo aluno ao longo de seus estudos.

Deve sempre haver um acesso à contextualização em uma questão do Enem. É isso que fará com que o aluno mobilize seu conhecimento para solucionar os desafios propostos na prova. Se apenas fizer uma simples reprodução de dados, há uma tendência a não acertar a questão, porque sempre haverá um detalhe do contexto, que lidará com aquele saber, de uma forma particularizada, ou seja, de modo a que aquele conhecimento seja plenamente apropriado e interpretado, por parte do aluno. Por isso que a leitura é um conceito-chave para a prova: os professores especialistas recomendam vivamente a leitura e releitura atenta das questões, porque isso facilitará uma compreensão do proposto.

Toda essa relação com o contexto tem a serventia de fazer a definição sobre o que se trata o problema a ser solucionado em determinada questão. Desse modo, pretendem avaliar uma habilidade específica, mas dentro de um contexto, para solucionar uma questão–problema.

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