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01/06/2012 10:03

Napoleão e o Império

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3. Napoleão e o Império 

Consulado

Com a deposição do Diretório, Napoleão instalou o Consulado, de caráter republicano e militar. 

O Consulado era integrado por três representantes, sendo um deles o próprio Napoleão. No Consulado a burguesia era detentora do poder. 

Napoleão teve que superar os problemas da indústria e do comércio que estavam arruinados, além de reorganizar o serviço público. Para isso criou o Banco da França em 1800, que controlava a emissão da moeda e a inflação, e criava tarifas protecionistas, fortalecendo a economia do país. 

Napoleão elaborou a Concordata que estabelecia a paz entre a Igreja Católica e o Estado; criou o Código Napoleônico, que representava uma reforma das leis existentes no país relacionadas a particulares, família, propriedade, contratos; e reorganizou a educação do país. As guerras externas permaneceram até 1802, ano em que Napoleão assinou a Paz e Amiens, colocando fim no conflito europeu que se iniciou em 1792. 

O êxito da política de Napoleão condicionou a sua elevação ao nível de primeiro cônsul vitalício, em 1802. O Senado concedeu o direito ao Primeiro Cônsul de indicar o seu sucessor, implantando efetivamente a Monarquia hereditária. 


Napoleão no Conselho dos Quinhentos

Implantação do Império

O reinício das guerras em 1803 causou um perigo nacional que condicionou a proclamação do Império. Napoleão se fez imperador hereditário.
O Império foi legalizado em 1804 por uma nova Constituição, e um plebiscito foi convocado confirmando a sua instituição. 

O poder do imperador era absoluto, e em Paris Napoleão foi sagrado pelo papa. 

O governo de Napoleão foi o mais despótico do que o governo dos outros reis. Aboliu as Assembléias; tirou as funções do Tribunal e dos Corpos Legislativos; a liberdade de imprensa foi revogada; e não existia respeito pelas liberdades individuais e políticas; e até na educação houve interferência, as disciplinas como História e Filosofia foram alteradas, pois estas eram perigosas para o regime. 

Na religião, adotava-se uma política que apoiasse o regime. No catecismo, os ensinamentos eram direcionados a Deus e ao Imperador. No entanto, houve uma recusa papal de integração na política internacional de Napoleão. Tal fato, levou o Imperador a tomar os Estados do papa, confinando-os em Savona (1809). E aqueles bispos que se declaravam a favor do papa eram perseguidos e privados de suas dioceses.

Política externa 

Em 1803, com o reinício das guerras, a Inglaterra uniu-se à Rússia e à Áustria para derrotar a França. No mar, os ingleses saíram com a vitória (Trafalgar), mas em terra, os franceses venceram os austros-russos (Austerlitz). A Áustria foi expulsa da Itália. Na Alemanha criou-se a Confederação do Reno, que sob tutela francesa, substituía o Sacro Império. 

No ano de 1806 formou-se outra aliança contra Napoleão: a Quarta Coalizão, na qual a Rússia e a Prússia foram vencidas. Pela Paz em Tilsit, a Prússia foi desmembrada, e a Rússia tornou-se aliada de Napoleão. 

A França decretou o Bloqueio Continental para prejudicar a Inglaterra. A partir deste novo decreto todos os países europeus seriam obrigados a fechar seus portos ao comércio inglês. 

O poder napoleônico estava no auge, tendo toda a Europa submetida à sua autoridade. O exército, bem organizado, era considerado imbatível. Mas as intervenções da França causavam um incomodo nacional, condicionando movimentos de rebeldia, principalmente por parte da Prússia. 

No ano de 1812 rompeu-se a aliança entre os russos e franceses, pois os russos quebraram o bloqueio contra o comércio inglês. Napoleão decidiu invadir a Rússia, e venceu a Batalha de Moscou, porém foi obrigado a se retirar de forma desastrosa. 

Rússia, Áustria e Prússia, unidas venceram Napoleão em Leipzig, em 1813. E no ano seguinte invadiram a França. Paris foi tomada pelos aliados, que restabelece¬ram a monarquia deposta em 1792, obrigando Luís XVIII a aceitar o Tratado de Paris. 

Napoleão ficou preso na Ilha de Elba, mas fugiu em 1815, retomando o seu poder. Porém, no embate com a última coligação européia contra a França, foi vencido e aprisionado pelos ingleses na ilha de Santa Helena, onde morreu em 1821. 

Luís XVIII reassumiu o poder, pondo fim no Império. O Congresso de Viena (1814-1815) estabeleceu o equilíbrio entre as grandes potências da Europa: Inglaterra, Prússia, Rússia e Áustria. 

Para preservar a paz e impedir novas conturbações sociais, a liga dos Estados criaram a Santa Aliança.





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