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01/06/2012 10:02

O Reino Franco e o Império Carolíngio

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2. O Reino Franco e o Império Carolíngio 

Os Merovíngios de 481 a 751 

O primeiro rei dos francos foi Clóvis, que foi também fundador da Dinastia dos Merovíngios. Antes de sua entrada os francos se dividiam em dois grupos: os francos sálidos e os francos ripuários. Clóvis assumiu primeiramente os sálidos e em seguida os ripuários. 

Em 496, Clóvis derrotou os alamanos, e neste momento se converteu ao cristianismo, pois grande parte da população de Gália era cristã, e por isso acreditava que a sua conversão seria uma importante para sua carreira política. 


Representando a conversão de Clóvis, rei dos francos, 
responsável pelo fortalecimento do poder papal entre seu povo

Portanto, a Igreja se aliou à expansão do poder de Clóvis, pois, além disso, os visigodos e os borgúndios adotaram uma heresia que era condenada pela Igreja.

As divisões do Reino dos Francos de 511 a 687 

Em 511, após a morte de Clóvis, o Reino dos Francos foi dividido em quatro partes, pois era um costume germânico fazer a partilha dos bens do falecido entre os seus varões, e com isso a monarquia franca ficou debilitada, pois foi iniciada uma luta entre os herdeiros. 

Durante um longo tempo a Gália permaneceu dividida, com exceção do período de 629 a 639 durante o reinado de Dagoberto I. 

Os prefeitos do palácio de 640 a 751 

O poder dos Merovíngios entrou em decadência após a morte de Dagoberto. Os supremos que governavam este período a Nêustria e a Austrásia abandonaram as suas funções, deixando seus poderes a um importante funcionário: o prefeito do palácio também conhecido como major domus, que assumiram o poder marginalizando os reis, que passaram a ser conhecidos como reis indolentes.
 
Na Austrásia o cargo de prefeito do palácio tornou-se hereditário graças ao Pepino de Héristal, que venceu o major domus da Nêustria em 687, e firmou um acordo de união entre os dois reinos. Em 721, Carlos Martelo, filho de Pepino de Héristal, estabeleceu a unificação de Nêustria e a Austrásia formando a entidade geopolítica que passou a ser chamada de Franca. 

Pepino, o Breve, filho de Carlos Martelo, assumiu o poder após a morte de seu pai em 740. Mais tarde, em 751, Pepino foi proclamado rei dos francos em Soissons, após internar o último Merovíngio, tendo o apoio papal. Pepino foi coroado pelo papa Estêvão II. E em agradecimento ao apoio que recebeu, Pepino cedeu à Igreja as terras que ele tomou dos lombardos durante à expedição à Itália contra esse grupo que ameaçava atacar a roma e o Papado. Esse território foi utilizado pela Itália para formar o Patrimônio de São Pedro

O Império Carolíngio de 800 a 843 

Com a morte de Pepino em 768, seus filhos Carlos Magno e Carlomano assumiram o poder. Porém, em 771 Carlomano faleceu, deixando Carlos Magno reinando sozinho. 

Carlos Magno foi um governante muito guerreiro, conduzindo várias batalhas e conquistando muitas terras da Península Itálica, e com a escusa de difundir o cristianismo lutou contra os mulçumanos da Espanha, e ocupou a região sul dos Pirineus, estabelecendo a Marca da Espanha. 

Em seguida, dominou os povos saxões da Germânia durante uma violenta guerra que deixou tribos inteiras aniquiladas; Carlos ainda conquistou a cidade de Barcelona, as ilhas Baleares, estendendo seu poder por um vasto território. 

O cristianismo se propagou e a Igreja estendeu sua área de influência graças as conquistas de Carlos Magno. Como forma de agradecimento, em dezembro de 800 o papa Leão III coroou o monarca como o imperador dos romanos, fazendo assim renascer o Império Romano do Ocidente, extinto desde 476, que agora ficara conhecido como Império Carolíngio


Coroação de Carlos Magno pelo Papa Leão III

Após a coroação, o Império foi dividido em condados, que eram divisões territoriais administrativas dirigidas pelos condes, e na sua ausência pelos viscondes. Nas fronteiras terrestres, as divisões eram feitas em marcas, e administradas pelos marqueses. Quem controlava o poder desses líderes locais era um funcionário chamado missi dominici (enviados do senhor), que fazia a fiscalização também dos bispos.


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