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01/06/2012 10:10

Unidades do relevo

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7. Unidade do relevo: 

Ao longo dos séculos o relevo brasileiro já recebeu várias subdivisões, porém existem tres mais importantes as quais vamos estudar conhecer.
 
A primeira delas foi elaborada pelo professor Aroldo de Azevedo em 1940, que dividiu o território brasileiro em 8 unidades de relevo: 4 planatos e 4 planícies. Veja o mapa abaixo: 

Ná década de 60, essa divisão foi reelaborada pelo professor Aziz Ab’Saber, assim o território brasileiro ficou dividido em 10 unidades de relevo: 7 planaltos e 3 planícies. Veja o mapa abaixo:

A subdivisão mais atual do nosso relevo foi apresentada pelo professor Jurandyr Ross na década de 90, que se fundamentou num levantamento detalhado do território brasileiro realizado pelo projeto Radambrasil, que contava com um sistema de radares capazes de obter imagens detalhadas do relevo brasileiro. Assim, Ross fragmentou o terriório brasileiro em 28 unidades de relevo: 11 planaltos, 11 depressões e 6 planícies. Veja o mapa abaixo:

Veja abaixo as características dessas unidades de relevo: 

Planaltos 

Planalto da Amazônia Oriental 

Planalto sedimentar que se estende de Manaus até o oceano Atlântico e constitui os limites norte e sul da Bacia Amazônica. Apresenta topos arredondados, onde se encontram alguns morros residuais de topo plano. Em seu limite norte, o relevo é escarpado e definido por uma frente de cuesta. Esse planalto tem uma altitude média de 400 metros e é recoberto por mata densa, onde se desenvolvem a seringueira e o cacaueiro. 

Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba 

São formados por terrenos de uma bacia sedimentar, ocupando um vasto território que se estende do Maranhão até Brasília. As formas chapadas são predominantes neste tipo de planalto.

Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná 

São dominados pela presença de terrenos sedimentares com formação arenítico-basálticas. Estendem-se de Goiáis até o Rio Grande do Sul, abrangendo a faixa ocidental dessa região. Suas altitudes atingem cerca de 1.000 m. 

Planaltos Residuais Norte-Amazônicos 

Estendem-se desde o Amapá até o norte do estado do Amazonas, com altitudes que variam de 600 a l 000 metros, chegando a atingir 3 000 metros nas partes mais elevadas. Têm a forma de áreas serranas descontínuas e são constituídos de rochas cristalinas. Essas formas residuais correspondem principalmente às serras de Tapirapecó, Imeri, Parima, Acaraí, Tumucumaque e do Navio, na qual se explora o minério de manganês. 

Nessa unidade de relevo encontram-se os picos mais elevados do Brasil: o pico da Neblina, com 3 014 metros, e o pico 31 de Março, com 2 992 metros, ambos situados no estado do Amazonas. 

Planaltos Residuais Sul-Amazônicos 

São planaltos cristalinos que se estendem desde o sul do Pará até Rondônia. Têm o aspecto de uma vasta área plana com morros de topos arredondados, distribuídos pelo espaço de forma descontínua. Ao lado desses morros encontram-se áreas de coberturas sedimentares antigas, que apresentam topo plano e correspondem às chapadas, como a do Cachimbo. Nessa formação, localiza-se a serra dos Carajás, onde há grande ocorrência de minerais, como ferro, manganês, cobre e ouro. 

Planalto e Chapada do Parecis 

São planaltos que se estendem no sentido leste-oeste, indo do Mato Grosso até Rondônia, caracterizados pela presença de terrenos sedimentares. Suas altitudes atingem cerca de 800m. Apresentam o relevo de chapadas de topo plano que servem como divisores de águas das bacias do Amazonas-Paraguai. 

Planalto de Borborema 

São terrenos de formação pré-cambriana localizados no leste de Pernambuco, apresentando um grande núcleo cristalino isolado. Sua altitudes atingem cerca de 1.000m. 

Planalto Sul-Rio-Grandense 

Está localizado no sul do Rio Grande do Sul. Suas altitudes não ultrapassam os 450m.

Planaltos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste 

De formação pré-cambriana, ocupam terrenos, em sua maior parte cristalisanos, que se estendem de Santa Catarina até a Bahia. São caracterizados pelas serras de altitudes elevadas que podem apresentar mais de 2.000m., como é o caso da Serra da Mantiqueira com 2.890m. de altitude. 

Nestes planaltos também podemos encontrar as serras do Mar e do Espinhaço, além de fossas tectônicas como o vale do Paraíba do Sul. 

No reverso das serras, há o domínio de superfícies bastante acidentadas caracterizadas por morros baixos e convexos, denominadas como mares de morros.

Esquema da fossa tectônica

Planaltos e Serras de Goiás – Minas 

São terrenos predominantemente cristalinos, de formação antiga, que se estendem de Brasília até o sul de Minas Gerais. Sua altitudes atingem cerca de 1.960m. Podemos destacar nesta área as serras da Canastra e Dourada e as chapadas próximas do Distrito Federal e dos Veadeiros. 

Serras Residuais do Alto Paraguai 

São terrenos predominados por rochas cristalinas e rochas sedimentares antigas, e compõem o cinturão orogênico Paraguai-Araguaia. Estão concentrados ao sul e ao norte do Pantanal Mato-Grossense. 

A porção Meridional corresponde à Serra da Bodoquena, e a porção setentrional corresponde à Província Serrana. 

Depressões 

Depressão da Amazônia Ocidental 

Limita-se com as depressões Norte-Amazônica e Sul-Amazônica, sendo cortada, como o Planalto da Amazônia Oriental, pela Planície do Rio Amazonas. Possui terrenos baixos, com altitudes inferiores a 200 metros, com topos planos sustentados principalmente por rochas sedimentares. 

Depressão Marginal Norte-Amazônica 

Está localizada entre os Planaltos Residuais Norte-Amazônicos, ao norte, e a Depressão da Amazônia Ocidental e o Planalto da Amazônia Oriental, ao sul. Sua altitude oscila entre 200 e 300 metros; no limite norte, apresenta escarpas e, ao sul, frentes de cuesta. 

Depressão do Araguaia-Tocantins 

Localiza-se na região central do Brasil, acompanhando o rio Araguaia. Suas formas de relevo são quase planas e de baixas altitudes que não passam de 350m. 

Depressão do Tocantins 

Terrenos geralmente de formação cristalina pré-cambriana, acompanham o rio Tocantins. Apresentam altitudes que atingem em média 400m. 

Depressão Cuiabana 

São terrenos localizados na parte central do Brasil, caracterizados pela presença de terrenos sedimentares e de altitudes moderadas que oscilam entre 150 a 400m. 

Depressão do Alto Paraguai-Guaporé 

Caracteriza-se pelo predomínio de rochas sedimentares. Está localizada no extremo norte da Planície do Pantanal e a Chapada dos Parecis, no Mato Grosso. Sua altitudes variam entre 150 a 200m. 

Depressão do Miranda 

Situada no Mato Grosso do Sul, nas proximidades do Pantanal com predominio de rochas cristalinas pré-cambrianas. É cortada pelo rio Miranda e com altitudes que não passam de 150m.
 
Depressão Sertaneja e do São Francisco 

É considerada uma das mais longas depressões, estendendo-se do litoral do Nordeste setentrional até o interior de Minas Gerais, acompanhando quase todo rio São Francisco. Suas formas e estruturas geológicas são variadas, com predominio de terrenos sedimentares e cristalinos, podemos destacar o norte da Serra do Espinhaço (Chapada Diamantina) ou Chapada das Mangabeiras. 


Chapada Diamantina

Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná 

É uma ampla faixa de terra que se estende de São Paulo até a fronteira do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. Suas formas são moderadamente enrugadas e suas altitudes variam entre 600 e 900m. 

Em São Paulo é conhecida como Depressão Peroférica Paulista e no Paraná como Segundo Planalto. 

1 – Rochas Eruptivas
2 – Planalto Sedimentar
3 – Depressão Periférica
4 – Planalto Cristalino ou oriental
5 – Baixadas e bacias sedimentares 

Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense 

Está localizada nas terras sedimentares drenadas pelas águas dos rios Jacuí e Ibicuí, no RS. Suas altitudes atingem em média 200m. 

Planícies 

Planície do Rio Amazonas 

Corresponde a uma faixa que acompanha as margens do rio Amazonas e de alguns de seus afluentes. Está delimitada por terrenos do Planalto da Amazônia Oriental, a leste, e da depressão da Amazônia Ocidental, a oeste; sua área mais ampla situa-se na ilha de Marajó. 

Sua superfície está coberta por uma mata densa e por áreas alagadas. Nesses trechos inundados, desenvolve-se a mata de igapó, que estudaremos adiante. 

Planície do Rio Araguaia 

Estende-se pelas regiões Norte e Centro-Oeste. É uma região plana, com altitudes de até 200 metros, constituída por sedimentos recentes. A vegetação predominante é de cerrados abertos e campos limpos. 

Planície e Pantanal do Rio Guapóré 

Ocupa trechos do estado de Rondônia e da Região Centro-Oeste. É uma forma de relevo plana e pantanosa, com altitude média de 200 metros. 

Planícies e Tabuleiros Litorâneos 

Encontrados no litoral do Pará e do Amapá, são formados por sedimentos recentes de origem marinha. Nas proximidades da ilha de Marajó, misturam-se aos sedimentos carregados pelo rio Amazonas. 

Planície e Pantanal do Rio Paraguai ou Mato-Grossense 

É uma área que ocupa a parte mais ocidental do Brasil Central, estendendo-se também pela Bolívia e Paraguai. Suas altitudes não ultrapassam os 100m acima do nível do mar. É caracterizada pela doposição sedimentar recente, no verão-outono o rio causa inundações e esse alagamento origina as “bacias” ou toponímia local. 


Baías do Pantanal Mato-Grossense

Planícies das Lagoas dos Patos e Mirim 

Sua formação é digna das correntes marinhas que depositam sedimentos em quase todo o litoral gaúcho, estendendo-se também para o Uruguai.


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