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Histórico de Mercúrio

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Era considerado na Antiguidade como dois objetos diferentes, pois ora era visto a tarde (após o por do Sol), ora de manhã (antes do nascer do Sol). Pelos gregos era chamado de Apolo (Estrela da Manhã) e Mercúrio (Estrela da Tarde). O mesmo ocorria com os egípcios e hindus. Só muito mais tarde foi reconhecido como sendo um único astro. Os sacerdotes egípcios foram os primeiros a perceberem que Mercúrio e Vênus giram ao redor do Sol. 

A observação a olho nu só é possível, no máximo duas horas antes do Sol nascer ou duas horas depois do Sol se por. Isso porque seu afastamento angular (visto da Terra) não ultrapassa 28 graus do Sol. 

Atmosfera 

O fato de Mercúrio não possuir atmosfera se deve, a sua pouca massa, e consequentemente, a pouca gravidade. Devido à suas altas temperaturas, falta de uma atmosfera, alta radiação, longos dias, entre outros, Mercúrio é um dos planetas do sistema solar com menores condições de vida. 
A atmosfera de Mercúrio equivale 1000000000000 vezes mais tênue que a atmosfera terrestre, é formada basicamente por hélio e hidrogênio (principais gases presentes no Sol), originados do vento solar. Não seria nem adequado atribuir o termo atmosfera a isto, mesmo porque, esta espessa camada, faz efeitos nem sequer mensuráveis sobre a superfície Mercuriana, por essa razão, o planeta Mercúrio é dado como um planeta sem atmosfera. 

Superfície 
A superfície de Mercúrio revelou-se bem semelhante à lunar, predominando a existência de crateras de impacto. A classificação e o estudo dessas crateras são muito importantes do ponto de vista geológico do planeta. A semelhança citada é apenas na imagem. Estudos realizados posteriormente revelaram que sua superfície tem uma constituição bastante diferente. 

Em um exame mais detalhado sobre as crateras, pode-se observar várias diferenças com as crateras da Lua. Sendo a gravidade de Mercúrio quase o dobro da lunar e a sua proximidade do Sol, os impactos dos meteoritos são muito intensos, provocando deformações diferentes na superfície. Além disso, a gravidade mais elevada faz com que a matéria arremessada em trajetórias balísticas percorra uma distância até vinte vezes menor que na Lua, dando uma formação diferente à cratera. 

                                

         

A superfície de Mercúrio possui uma característica exclusiva, que são as escarpas e os sistemas de cristais com alguns quilômetros de altura e que se estendem por centenas de quilômetros sobre a superfície. A formação dessas estruturas pode ser devida ao resfriamento do núcleo metálico do planeta que provocou uma contração das camadas superficiais da crosta. 

Interior do Planeta e seu Campo Magnético 

A presença do campo magnético é prova concreta de que existe no interior do planeta um núcleo metálico, que também é evidenciado pela elevada densidade do planeta (5,44 g/cm3), sendo que na superfície a densidade foi estimada entre 2 e 2,5 g/cm3 . Isso implica que o núcleo deve ter densidade entre 6 e 7 g/cm3 . Levando-se em conta esses valores, estima-se que o núcleo metálico corresponde a 70% da massa do planeta. Isso faz com que Mercúrio tenha uma gravidade próxima à de Marte, porém com dimensões menores. 

O estudo do campo magnético do planeta, apesar de menos intenso que o da Terra, demonstrou que é bem semelhante ao nosso. Além disso, sua estrutura interna se aproxima da terrestre. 

Acima uma representação da Estrutura Interna de Mercúrio. O núcleo do planeta deve representar a maior parte do planeta, possivelmente sendo maior que a nossa Lua, com em média 1773 km de raio! Esse núcleo deve ser formado principalmente por ferro e níquel. O manto forma uma camada de 600 km. de profundidade e a crosta, míseros 66 km.

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