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A poesia romântica no Brasil, A Primeira Geração: Introdução – A fase de formação

1Existem dois grupos de autores que são identificados no primeiro tempo do Romantismo brasileiro, onde esses dois grupos de autores formam três fases de formação do movimento. Grupo fluminense, onde sua sede fica na capital do Império, e é protegido pelo Imperador. Sua importância histórica e teórica é maior do que a artística. Dentro deste grupo está: Gonçalves de Magalhães, Joaquim Norberto de Souza e Silva e Manuel de Araújo Porto Alegre.

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O outro grupo é o Grupo Maranhense que é formado por Sotero dos Reis, Odorico Mendes e João Francisco Lisboa. Este grupo obteve uma menor projeção. A primeira geração romântica no Brasil começa em 1836 e vai se desenvolvendo até 1852. Ela se organizou a partir dos temas ligados ao “Nacionalismo-indianismo”. A obra “Suspiros Poéticos e Saudades” (1836), do escritor Gonçalves de Magalhães (1811-1882), abriu o caminho para outros autores da fase indianista. Em termos históricos, a Independência do Brasil, os pensamentos nacionalistas-ufanistas do país, fizeram com que os autores deste período utilizassem temáticas que abordavam a identidade nacional.

Por essa razão, o tema indígena acaba sendo mais explorado, com o nome de “Indianismo”.

A Primeira Geração Romântica tem como características gerais:
Exaltar a natureza e a liberdade
Temas religiosos
Representação do índio ou indianismo
Autores com mais sentimentalismo, emoções
Personagens com nacionalismo-ufanista
Brasileirismos (linguagem)

Principais Autores

Domingos José Gonçalves de Magalhães (1811-1882)
Antônio Gonçalves Dias (1823-1864)
Manuel José de Araújo Porto Alegre (1806-1879)
Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882)
Manuel Antônio de Almeida (1831-1861)
José Martiniano de Alencar (1829-1877)

O dinheiro é um feitiço
(…)

Adriano — O dinheiro é um feitiço
Que a todo mundo enlouquece;
Aos ricos todos festejam,
O pobre nada merece.

Celestina — As senhoras melhor sabem
Do dinheiro o valimento;
Moça rica que tem dote,
Nunca perde casamento.

Pantaleão — O rico nunca tem frio,
Traz sempre a barriga cheia;
E até por coisas que eu sei
Jamais visita a cadeia.

Felisberto — Homem pobre é sempre feio
Bicho mau e desprezado;
Quem tem dinheiro é bonito,
É sábio, sempre engraçado.

Coro Geral — Dinheiro! venha dinheiro!
Dinheiro é tudo na terra;
Dá prazeres, glória, amores,
Faz a paz e move a guerra.

Publicado no livro O primo da Califórnia: ópera em dois atos, imitação do francês (1858).

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