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A Teoria Da Tectônica De Placas

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3. A Teoria Da Tectônica De Placas

Trata-se de uma teoria recente, mas sua formulação baseia-se em mais de 100 anos de especulações, pesquisas geológicas e debates. Estudos mais modernos que partem do campo da Geofísica, Paleoclimatologia, Geologia Marinha e Paleontologia, entre outras, constituem as bases do modelo admitido da tectônica de placas. Ela procura demonstrar que a superfície semi-rígida da crosta sofre movimento. sobre uma porção inferior, quente e fluida, denominada astenosfera. Como conseqüência desses movimentos, as rochas superficiais sofrem deformações, produzindo estruturas características, conhecidas como produtos do tectonismo. Assim, com a sondagem acústica, pôde-se fazer um reconhecimento do fundo oceânico. 

Descobriram-se as dorsais marinhas e chegou-se à conclusão de que as áreas de vulcanismo e de terremotos coincidem com as dorsais oceânicas que acompanham as grandes cadeias montanhosas nos continentes. Grandes falhas geológicas sugerem que a crosta terrestre esteja dividida em grandes placas. Descobriu-se, também, assoalho novo no fundo dos oceanos, formado pelo magma que jorra na zona de contato entre as placas tectônicas.

Esse movimento conhecido como expansão do fundo marinho ou do assoalho oceânico foi recentemente comprovado por satélites e calculado em cerca de dois centímetros por ano. A partir da Teoria da Tectônica de Placas, ficou fácil entender vários fenômenos. "As forças do interior da Terra fazem que as placas se desloquem, provocando várias deformações e fenômenos em seus limites externos, como o surgimento de falhas, dobramentos, terremotos e erupções vulcânicas. As áreas geologicamente instáveis da crosta terrestre (Andes, Rochosas, Himalaia, etc.) nada mais são do que o resultado de tais colisões e secionamentos das placas. Nesses choques, muitos sedimentos foram incorporados aos continentes." (Coelho, Marcos A.; Terra, Lygia. Geografia Geral. O espaço natural e socioeconômico. Moderna, 2001. p. 80.) 

A Deriva Continental

Em 1912, Alfred Wegener apresentou a "teoria da deriva continental" na qual defendia a tese de que, no fim do Carbonífero, os continentes estariam reunidos numa única massa continental, a qual chamou de Pangéia.

Além do contorno dos continentes, fato que já havia sido observado pelo inglês Bacon em 1620, Pellegrini em 1858 havia assinalado que as costas da África e da América do Sul nada mais eram que duas faces provenientes da quebra e da separação de uma massa única e contínua.

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