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Estrangeirismo deve ou não ser usado?

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A globalização e o avanço tecnológico, por meio do advento da internet, misturaram culturas, modificaram linguagens e as formas como nos comunicamos com os outros. Hoje, é possível convivermos com culturas, que antes eram isoladas do restante do mundo e desconhecidas por nós. Além disso, a influência de países economicamente fortes, como os Estados Unidos ou países da Europa tem estado tão presente em nosso cotidiano que às vezes não percebemos o estrangeirismo surgir em nosso dia a dia.

De acordo com o dicionário, estrangeirismo é a influência forte de culturas, costumes e linguagens de determinada nação sobre outra. No Brasil, é muito fácil se deparar com estrangeirismo, somos um país miscigenado e receptivo a outros costumes. Um exemplo disso são as lojas de roupas que utilizam termos estrangeiros para dar valor ao seu produto, ou então para vender sua liquidação usando a palavra “On Sale”, assim como a polêmica palavra “off”, usada quando o produto é vendido pela metade do preço ou terço dele. Além destes exemplos, nos deparamos com o estrangeirismo na publicidade, em nomes de lojas e produtos que consumimos.

Estrangeirismo

Porém, talvez a mais polêmica das intervenções estrangeiras esteja na forma como nos comunicamos uns com os outros. A língua brasileira, rica em palavras, sinônimos, verbos, termos e significados é vítima, ou não, desta influência global em nossa cultura. O fato de sermos um país com um território enorme e usarmos apenas uma língua oficial para nos comunicarmos é talvez um motivo de orgulho para o povo tupiniquim, mas considerando os agregados linguísticos vindos de fora podemos perceber que o dialeto popular se sobressai diante do possível “problema” do estrangeirismo enraizado em nosso português.

Professor Pasquale e o estrangeirismo

O professor Pasquale, conhecido pelos puxões de orelha naqueles que não tratam com o devido carinho nossa amada língua brasileira, certa vez citou em seu artigo, com o título “O carro do Safety Car”, escrito para o jornal Folha de São Paulo, no dia 16 de junho de 2011, o caso de uma transmissão de uma corrida de Formula 1 em que o jornalista teria dito a frase “o carro do Safety Car”. Usando como exemplo a frase dita pelo jornalista, Pasquale lembra de situações como a de uma loja que ele diz ter visto em São Paulo com o nome “Paper Store Papelaria”, de acordo com o professor o problema não está no uso do estrangeirismo, ao contrário, às vezes o uso dele é necessário e se encaixa corretamente ao objetivo do seu uso, mas usar de forma tola palavras estrangeiras é sim um problema.

Estrangeirismo Pasquale

Mesmo assim, o estrangeirismo está presente constantemente em nosso cotidiano e conforme o tempo vai passando, algumas palavras vão deixar de ser ditas e outras entrarão em cena, o tamanho do país e a força de nossa língua oficial nunca deixará de ser maior que a influência de uma outra cultura. Continuaremos convivendo com o self service, ou o shopping, até mesmo o show, talvez o coffe break e a happy hour, continuaremos pedindo comida delivery e usaremos o free pass. A questão talvez não seja o estrangeirismo como um perigo, mas sim os motivos que incluíram termos estrangeiros  em nossa cultura e o seu uso irracional movido por interesses que vão além de nossa simples brasilidade.

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