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Petróleo

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2. Petróleo 

Origem 

Os restos de matéria orgânica, bactérias, produtos nitrogenados e sulfurados no petróleo indicam que ele é o resultado de uma transformação da matéria orgânica acumulada no fundo dos oceanos e mares durante milhões de anos, sob pressão das camadas de sedimentos que foram se depositando e formando rochas sedimentares. O conjunto dos produtos provenientes desta degradação, hidrocarbonetos e compostos voláteis, misturados aos sedimentos e aos resíduos orgânicos, está contido na rocha-mãe; a partir daí o petróleo é expulso sob efeito da compactação provocada pela sedimentação, migrando para impregnar areias ou rochas mais porosas e mais permeáveis, tais como arenitos ou calcários. Uma camada impermeável, quando constitui uma “armadilha”, permite a acumulação dos hidrocarbonetos, impedindo-os de escapar. 

Exploração 

As prováveis bacias de exploração de petróleo no Brasil são: 

– Bacia Amazônica
– Bacia Litorânea
– Bacia Paranáica
– Bacia do Recôncavo Baiano 

As principais áreas produtoras continentais são: 

BA- Recôncavo Baiano – poços de Miranga, Água Grande, Buracica, D.João, Taquipe, Candeias; Bom Sucesso e Cidade de Entre Rios.
AL- poços de Coqueiro Seco e Tabuleiro do Martins.
SE- poços de Carmópolis, Brejo Grande, Riachuelo e Treme, Furado e Rio Vermelho.
MA- Barreirinha.
AM- Vale Médio do Rio Amazonas.
ES- Fazenda Santa Luiza. 

As áreas produtoras na plataforma continental são: 

SE- Tainha, Robalo, Camorim, Caioba, Dourado e Guaricema.
RJ- Pargo, Garoupa, Namorado, Badejo, Marlim, Anchova, Pampo.
AL- Cavala, Mero.
RN- Ubarana e Agulha.
SP- Bacia de Santos – poço Caravelas. 

Mesmo com o empenho da Petrobrás em ampliar o volume de petróleo oferecido, sua produção não é suficiente comparado com ao consumo nacional.
 
De acordo com a estatal, o consumo nacional diário, no segundo semestre de 1997, chegou aproximadamente á 1655,5 mil bpd, com média anual em torno de 1677,6 mil bpd, já sua produção apresentava no segundo semestre 1,2 milhões de barris/dia, com valor igual a 72% do total adquirido, precisando importar a diferença (28%). 

A produção de maior destaque foi feita na bacia da plataforma continental que finalizou por volta de 6668,8 mil bpd (75%) no primeiro semestre de 1997, totalizando 105 campos, ao passo que na terra, a média de produção para o mesmo período foi de 215,4 mil bpd (24,4%), porém com maior número de campos, 270. 

Produção e consumo 

Em 1996, com a nova estrutura organizacional de exploração e produção, instituída pela Petrobrás, foi possível aumentar 28% da sua produção de petróleo e gás natural, em relação ao ano anterior. Uma das grandes descobertas em bacias marítimas foi a de Roncador, perfurada na Bacia de Campos (RJ), em lâmina d’água de 1.853 metros. As principais descobertas em bacias terrestres foram as de São Mateus e de Rio Copacá, na Bacia do Solimões (AM). 

A Petrobrás tentou aumentar o volume de petróleo oferecido, mas mesmo assim a sua produção era insuficiente para atender a demanda nacional. De acordo com a estatal, o consumo nacional diário em dezembro de 1997, foi de 1655,5 mil bpd, e a média anual de 1677,6 mil bpd, entretanto, a produção ficou em torno de 1,2 milhões de barris/dia, equivalentes a 72% do total consumido, havendo a necessidade de importar a diferença, que equivale a 28%. 

Em relação à importação, a Argentina é o principal fornecedor de petróleo do Brasil (1997). 

Distribuição 

A Petrobrás não monopoliza o setor de distribuição dos derivados. São outras empresas nacionais e estrangeiras que operam neste setor. 

Estrangeiras:
Esso Brasileira de Petróleo S.A.
Shell Brasil S.A Petróleo
Texaco do Brasil S.A Produto de Petróleo
Cia.Atlantic de Petróleo. 

Nacionais:
Petrobrás Distribuidora S.A.
Distribuidora de Petróleo Ipiranga
Petrominas
Cia. São Paulo Distribuidora de Derivados de Petróleo 

O refino 

O petróleo bruto, tal como sai do poço, não tem aplicação direta. Para utilizá-lo, é preciso fracioná-lo em seus diversos componentes, processo que é chamado de refino ou destilação fracionada. Para isso, aproveitam-se os diferentes pontos de ebulição das substâncias que compõem o óleo, separando-as para que sejam convertidas em produtos finais. 

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