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A questão da sucessão portuguesa

1O que acontece com Portugal depois da morte de D. João VI? Como se dá a sucessão do trono de Portugal? As marcas da oposição ao reinado de D. Pedro I foram observadas especialmente no setor da imprensa e Câmara dos Deputados. E, com a morte de D. João VI, essa ojeriza se ampliou. Em 1826 o pai se despedia e o trono português pedia um novo monarca. A grande questão é que esse sucessor já existia e seria D. Pedro a ter legitimidade para tal fim. Mas, por estar como imperador brasileiro, precisava unir as duas nações e tornar-se único soberano. Mas, Portugal não queria tal acordo. Achava que, com isso, poderia se ver enfraquecido. No Brasil a ideia também não era bem aceita. Os que aqui nasceram desejavam os processos emancipatórios na política e não prejuízos ou mais dependência.

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Nos espaços dos ingleses, o desejo era de que D. Pedro assumisse o trono português e afastasse o irmão, D. Miguel, da coroa portuguesa. Esse último era próximo da Santa Aliança e os ingleses não queriam tal proximidade. Por ser absolutista, D. Miguel colocaria barreiras ao poderia inglês.

Foi quando o Secretário das Relações Exteriores no Governo britânico,ministro George Canning, se fez presente em várias reuniões até que se chegasse ao consenso da sucessão do rei. Para obedecer a tradição, o ideal seria transferir o poder ao primogênito. Houve ainda a cogitação de colocar o rei alternadamente no Brasil e em Portugal. Ou que D. Pedro I entregasse a coroa de Portugal a um de seus filhos.

Como não houve uma decisão entre tantas alternativas, D. Pedro acabou conservando os seus direitos e seguindo o curso.

Morte de D. João VI

2Após a morte de D. João VI, no ano de 1826, D. Pedro acabou sendo proclamado o rei de Portugal.

Porém os brasileiros não gostaram nem um pouco desse título dado à D. Pedro, pois eles se sentiram ameaçados por causa da reunificação das duas coroas, colocando a independência do Brasil em risco.

D. Pedro foi “obrigado” a renunciar-se ao trono português a favor de sua filha D. Maria da Glória, por causa das manifestações seguidas que ocorriam no Rio de Janeiro.

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