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O poema-processo

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Este poema é proveniente da poesia concreta, que surgiu no Rio de Janeiro por volta de 1967. Surgiu

através de uma iniciativa de um grupo que era liderado por Wladimir Dias-Pino (poeta), que se expressa através dos poemas-processo, onde esse grupo é contra o concretismo e contra alguns poetas como Vinícius de Moraes, João Cabral de Melo Neto e Drummond. 

Poemas visuais “objetos”, do poeta catalão Joan Bossa (1919-1998). Amigo de João Cabral e do pintor Juan Miró, Brossa credita a ambos transformações decisivas no seu próprio trabalho, marcado pela poesia visualizável e pela materialidade das palavras. 

O poema processo surgiu como uma movimento de vanguarda que ocorreu no Brasil entre 1967 a 1972, durante a Ditadura Militar.
Os primeiros exemplos foram observados no Rio de Janeiro (RJ) e em Natal (RN), mas acabou se espalhando pelo Brasil. Foi criado por diversos poetas dos quais, entre os quais ganham destaque: Wlademir Dias Pino, Moacy Cirne, Neide de Sá e Álvaro de Sá.
Eles queriam mostrar uma nova forma de criar poesia a partir de uma alternativa linguagem. Revolucionário, trazia poemas visuais e o maior esmero do movimento concretista.

Principais Características

Linguagem não verbal
Traço revolucionário e inovador
Plano experimental e visual
Presença de símbolos visuais

Principais Autores
Moacy Cirne
Neide Dias de Sá
Álvaro de Sá

Ariel Tecla
José Cláudio
Ronaldo Werneck
Aquiles Branco
Dailor Varela
Anabela Cunha
Cristina Felício dos Santos
Nei Leandro de Castro
Celso Dias

Observe o “Poema da Picotagem” (1968) de Moacy Cirne:
“Três folhas brilhosas (meio-ofício) em cores diferentes: vermelho, amarelo e preto. Distribuídas no interior de um envelope, como partes de um mesmo poema. Em traçados retilíneos, mas não paralelos, sete cortes picotados. O leitor é “convidado” a picotar, criando possibilidades formais sempre novas e diferenciadas a cada parte do poema “jogada” fora. O leitor também poderia embaralhar as folhas, aumentado assim as possibilidades criativas do poema.”

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