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A ficção no Brasil de 1945 a 1960

1A terceira fase do Modernismo foi caracterizada pela liberdade. Os artistas desse período não queriam estar com nenhuma obrigação estética. Até mesmo os ideais da Semana de Arte Moderna puderam ser rompidos. Não havia obrigação para que a realidade brasileira estivesse aproximada ou mesmo com tantos dogmas no quesito da linguagem popular. O que a terceira fase preconizada, em suma, era a reflexão dos questionamentos psicológicos do homem.

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Principais representantes: Clarice Lispector, Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, Vinicius de Moraes.

Esse período marcou uma renovação da ficção pelo experimentalismo da atividade lúdica com os elementos ficcionais.

Mesmo não tendo manifestação revolucionária como o concretismo na poesia, a ficção também se transforma. A Geração de 45 abriu novos caminhos para as novas representações da realidade, que ocorrem através de três tendências distintas:

• A estabilidade realista do testemunho humano; 

• A atração pelo transreal, na tentativa de justificar a condição humana pela sua projeção no mundo mítico da arte.

• A redescoberta da linguagem, como elemento de comunicação e com elemento que instaura o real, cria-o, plasma-o.

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