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O Príncipe, de Maquiavel

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Um livro de qualidade nunca se perde no tempo. A Bíblia, por exemplo, existe há quase 2 mil anos, e seus ensinamentos continuam a se repercutir na atualidade. Portanto, podemos extrair ótimos conhecimentos de livros de séculos atrás, mesmo que a realidade seja diferente.

Um dos autores que se tornou imortal é Maquiavel. Este italiano viveu uma vida política em um período conturbado, onde a Itália tinha bastante influência da Igreja. Ele chegou a fazer parte da política, mas depois foi preso, e graças a isso, ele pôde escrever sua maior obra: O Príncipe.

Apesar da fama que ele ainda tem, após 500 anos de existência, no período em que foi escrito, o livro não teve influência alguma, e Maquiavel morreu, moribundo. Seu sucesso veio pós-morte, quando conseguiram entender suas observações e conselhos.

3 pontos interessantes de “O Príncipe”, de Maquiavel

O Príncipe

O lado bom do livro é que ele tem bastante ensinamento sobre poder, política e liderança, e de maneira atemporal, ou seja, não se aplica, apenas, ao século XVI. Basta que levemos seus ensinamentos para a atualidade, e veremos que estes podem nos ajudar, e muito, no dia-a-dia ou em uma empresa.

Na sua obra, pudemos separar 3 pontos mais marcantes e que valem a pena ser estudados melhor. Entendendo bem o que escrevemos abaixo, você poderá desde já utilizar estas premissas na sua vida. Portanto, boa leitura!

1# – Virtu e Fortuna

Maquiavel diz em “O Príncipe” que um monarca chega ao poder de duas maneiras: com virtu ou com fortuna. Virtu significa a capacidade da pessoa em administrar, ser temido e ter a habilidade inata de governar. A fortuna vem de sorte, ou seja, um monarca pode chegar ao poder, porque é filho do atual Rei ou por ter ganhado a terra.

Ao longo dos capítulos, ele explica que a virtu é a melhor maneira de alcançar o poder, pois terá mais chances de conseguir tê-lo por bastante tempo. Em contrapartida, conseguir o poder com fortuna é mais fácil, mas fica difícil de administrar, pois a pessoa não tem o pulso firme para as relações de poder.

Ele acredita que a melhor química é ter ambos ao mesmo tempo, o que é bastante complicado, e poucas pessoas tiveram ao longo da História (até 1513). No nosso período contemporâneo, podemos utilizar a Presidência como exemplo. O Lula chegou ao poder com virtu, pois ele é carismático e tem o jeito para o cargo. Já a Dilma teve bastante fortuna, pois o Lula a apoiou e o seu partido, o PT, é bem quisto pelo povo brasileiro.

2# – Violência

Maquiavel diz que a violência é a melhor maneira de manter um poder. No entanto, em nenhum momento ele faz apologia às mortes ou a impiedade. Ele prega justamente o contrário, pois acredita que pessoas violentam geram ódio na população, e esta se rebela. Já quem é temido sem precisar ser tão impiedoso, consegue ter poder por muito mais tempo.

Portanto, na nossa sociedade, violência pode ser uma chantagem, por exemplo, o que é violência psicológica. Isso é bastante comum atualmente, não é?

3# – Republicanismo

Por fim, ao contrário do que muitos pensam, o Maquiavel não apoiava a Monarquia Absolutista. Ele acreditava que o poder deveria estar na mão de mais pessoas, algo similar ao republicanismo.

Sua obra foi, apenas, uma leitura sobre o momento, mas não o que ele, de fato, apoiava. Portanto, a última informação é que ele não era mau, como muitos pensam.

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