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Maiores escritores do Realismo

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O Realismo foi um movimento cultural, com forte viés literário, que se passou na segunda metade do século XIX, marcando uma grande transformação de pensamento, em comparação com o período anterior, no qual florescia o Romantismo.

Nesse novo período histórico, a Europa passava por enormes transformações, que se relacionavam com lutas entre classes sociais, projetos de revolução, crescimento de novos ideais de ciência e política. Todo o mundo estava agitado. A literatura, portanto, não fugiu a essa realidade e serviu de veículo que propiciava reflexão sobre os valores desse novo momento, que eram contrários ao culto do ego, de fuga da realidade e de mal do século, como era importante no Romantismo.

A arte, portanto, sofria influências diretamente da ciência natural, o que aproximou literatura e correntes como o positivismo, o determinismo, o evolucionismo e o socialismo científico. A busca por uma hiper realidade foi tamanha, que até a música foi sendo um pouco deixada de lado pelos artistas, muito possivelmente pela falta de desejo por esse tipo de representação de mundo, mais emocional e expressiva.

Já as artes plásticas apresentaram bons representantes no decorrer do período realista, com destaque para Gustave Courbet, Daumier e Millet.

Os autores Realistas tinham predileção pelo retrato fiel e sem retoques da realidade do dia a dia, sempre com muita objetividade, eliminando qualquer traço de lirismo ou subjetividade e um repúdio a qualquer assunto metafísico, sobrenatural ou fantasioso.

Eram escritores preocupados em fazer verdadeiras obras que documentassem a realidade, buscando entendê-la, com muita reflexão, que era feita, através da análise biopsíquica e ambiental, com o homem buscando evitar a degradação imposta pelo universo a seu redor.

O protagonista-padrão é aquele homem simples, comum, que tenha muitos conflitos, que surgem no desenrolar da convivência desse personagem com os grupos sociais. A narrativa é sempre voltada ao presente, sem quaisquer preocupações com passado ou futuro ficcional. O estilo desses escritores, até por conta da obsessão pela objetividade, é muito descritivo em relação aos traços físicos dos personagens, sem considerar tanto as ações dos mesmos, pois serão resultado direto desses aspectos físicos.

O linguajar escolhido pelo movimento Realista é bem simples, direto, e objetivo, sem quaisquer termos rebuscados ou arcaicos.

Esse período é marcado fortemente por, sobretudo, romances e contos, sem grandes inovações em termos estilísticos.

Como há influência do Marxismo, a crítica sociológica tende a ser um recurso presente na grande maioria de romances – e contos – produzidos nesse momento.

Autores e Obras Realistas mais Famosas

Melhores escritores do Realismo

Em nível mundial, os autores Realistas de maior destaque são: Leon Tolstói, Charles Dickens, Fiódor Dostoiévsky, Nikolay Gogol, Gustave Flaubert e o português Eça de Queiróz.

Os livros mais significativos produzidos nessa época são, entre outros:

  • O Cortiço e O Mulato, de Aluísio Azevedo.
  • O Primo Basílio e O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós;
  • Os irmãos Karamazov, de Dostoievski;
  • Guerra e Paz e Anna Karenina, de Léon Tolstoi;
  • Germinal, de Émile Zola;
  • O Vermelho e o Negro, de Stendhal
  • Ilusões Perdidas, de Honoré de Balzac;
  • Dom Casmurro e Quincas Borba, de Machado de Assis.

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