Revisor – Com a idade de 19 anos, Machado já granjeara fama de intelectual e estudioso: foi contratado por Paula Brito para atuar como revisor de provas na livraria e editora. Além de dominar o francês, Machado dera provas de conhecer em profundidade a língua portuguesa.
Contos e Crônicas em jornais – Conhecido no meio intelectual carioca, Machado começou a colaborar em vários jornais e revistas do Rio de Janeiro, escrevendo contos, crônicas e críticas literárias.
Primeiro livro – Com vinte e cinco anos de idade, Machado publica o seu primeiro livro: um volume de poemas intitulado Crisálidas. A fama, aos poucos, vai-se espalhando – graças à intensa atividade literária registrada nos jornais e revistas.
Funcionário Público – Em 1867, ingressou no funcionalismo público, ocupando um cargo no Diário Oficial. Já gozava, então, da admiração e do respeito do público. Já tinha fama de escritor. Era conhecido no Rio de Janeiro como homem sério, inteligente e esforçado.
Primeira e única namorada – Machado conheceu Carolina. Moça branca, já na casa dos trinta, livre de compromissos amorosos, recém-chegada de Portugal, conquistou imediatamente o coração de Machado de Assis. A paixão tinha o aval do irmão de Carolina, o poeta Xavier de Novais, mas esbarrava no preconceito da família branca: Machado era mulato.
Vitória do amor – Machado e Carolina casaram-se no fim do ano de 1869. Não tiveram filhos. Viveram 35 anos um para o outro. Quando ela morreu, em 1904, Machado dedicou-lhe um soneto. Veja-o na íntegra:
À Carolina
Querida, ao pé do leito derradeiro,
Em que descansas desta longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida,
E num recanto pôs o mundo inteiro.
Trago-te flores, - restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa separados.
Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados
São pensamentos idos e vividos.
Fama ainda em vida – Diferentemente de outros mulatos da literatura brasileira, Machado não precisou morrer para tornar-se célebre. A despeito da origem humílima, da cor, da doença (era epiléptico), Machado venceu pelo talento. Tanto a carreira de escritor, como a de funcionário público, quanto a literária evoluíram vertiginosamente. Numa época em que o escritor não ganhava dinheiro, Machado soube dosar a atividade profissional com a vocação literária. Além de escritor festejado, tornou-se o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, sem dúvida uma das maiores glórias do escritor ainda em vida.
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