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Hans Christian Andersen e a literatura infantil

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Crianças e adolescentes são na verdade o público mais exigente e mais interessante diante da perspectiva e visão de muitos autores que escrevem, exclusivamente, para eles.

A literatura infanto-juvenil foi abordada a partir do século XIX, ou seja, foi nesse período que ganhou seu espaço, e muitos escritores perceberam que a literatura para os menores tinha uma importância que iria além do ato de ler.

Entre esses muitos escritores por todo o mundo, um deles é reconhecido até hoje por seu talento e por sua atenção e dedicação aos pequenos leitores, sendo os grandes escritores premiados com um prêmio em seu nome.

Quem foi Hans Christian Andersen?

Vamos relatar sobre o escritor e poeta nascido em Odense, atual Dinamarca, no dia 2 de abril de 1805. Era filho de sapateiro e vivia de uma forma bem simples e por muitas vezes com grande dificuldade. Ele era um garoto que não apreciava os estudos, mas que adorava ler. Desde cedo se apaixonou pela leitura e adorava ouvir histórias contadas por seu pai.

 Hans Christian Andersen

A sua infância foi muito pobre ao ponto de ter que abandonar a escola quando seu pai faleceu em 1816. Nessa época, ele tinha apenas 11 anos e aprendeu a conhecer como as coisas funcionavam em sua sociedade, o que mais tarde o ajudou a escrever sobre as histórias para adultos e crianças. Além da literatura, o teatro despertou o seu interesse.

Quando completou 14 anos, Andersen precisou se sustentar depois do falecimento de seu pai, sendo assim foi para Copenhague à procura de emprego como ator. Conseguiu um emprego como bailarino e artista, e foi nessa ocasião que conheceu o diretor do Teatro Real, Jonas Collin, e a partir dessa data nasceu uma grande amizade que perdurou até o final de sua vida. Além de atuar, Andersen começou a escrever algumas peças.

As obras de Andersen

Em 1822, escreveu o seu primeiro contoO Fantasma da Tumba de Palnatoke”. Em 1828, ingressou para a Universidade de Copenhague e não deixou de escrever e publicar seus livros. O reconhecimento internacional chegou mais tarde com a publicação do romance “O Improvisador”, em 1835.

Patinho Feio

Andersen percebeu que tinha um talento especial para escrever para crianças, e embora tivesse várias publicações de romances adultos e poesias o seu reconhecimento se deu com os contos infantis.  Por ter passado por dificuldades no passado, Andersen relatava em seus contos, temas sobre bons comportamentos, sobre os direitos de igualdade das pessoas e sobre a luta do bem contra o mal. Andersen publicou 156 histórias e todas para crianças. Entre essas histórias, as mais divulgadas foram: “O patinho feio”, “O soldadinho de chumbo”, “A roupa nova do Imperador”, “A pequena sereia” e “A Menina dos Fósforos”.  Todas são obras que fazem parte da imaginação das crianças permanecendo atuais até os dias de hoje. Muitas dessas obras foram adaptadas para o cinema, o teatro, a televisão, e até mesmo para o desenho animado.

Andersen faleceu em 4 de agosto de 1875 e a data de 2 de abril é em sua homenagem por sua grande contribuição para a literatura infanto-juvenil.

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