Romantismo Poesia
1. LOCALIZAÇÃO HISTÓRICO-CULTURAL
ORIGEM DO MOVIMENTO – O Romantismo, como movimento literário, surgiu, quase que ao mesmo tempo, na Alemanha e na Inglaterra.
INÍCIO NA ALEMANHA – Surgiu em 1774, com a publicação do romance Werther, de Goethe (Johann Wolfang Goethe). O autor lança as bases definitivas do sentimentalismo romântico e sugere a fuga, o escapismo pelo suicídio.
INÍCIO NA INGLATERRA – Surgiu nos primeiros anos do século XIX, por meio da poesia de Lord Byron (pregava tristeza e morte) e por meio dos romances históricos de Walter Scott.
INÍCIO NA FRANÇA – A influência da poesia rebelde, social e declamatória de Victor Hugo deu o tom exaltado e grandiloqüente da poesia de Castro Alves aqui no Brasil.
INÍCIO EM PORTUGAL – Surgiu em 1825, com a publicação de Camões, de Almeida Garret.
INÍCIO NO BRASIL – Surgiu em1836, com a publicação do livro de poesias Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães. Fica, pois, evidente que o Romantismo brasileiro iniciou-se pela poesia. Só em 1843, surgiu o primeiro romance romântico.
MOVIMENTOS HISTÓRICOS – Na França, a Revolução Francesa; no Brasil, a Independência.
ORIGEM DO NOME– “Romantismo” provém dos romances medievais, narrativas fantasiosas, muito difundidas entre as pessoas do povo, que continham três ingredientes básicos: amor, aventura, heroísmo.
2. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO ROMANTISMO
SUBJETIVISMO – O escritor romântico, quer da prosa quer da poesia, tem compromisso com o individual. A realidade circundante é absorvida, sofre transformações interiores e chega ao público por meio da ótica pessoal do artista.
IMAGINAÇÃO CRIADORA – O mundo à volta do escritor, tal como é, não o satisfaz. A realidade que o circunda expõe problemas sociais cuja solução independe de sua vontade e fere a sua visão da vida. O que fazer? Criar mundos imaginários, situados no passado ou no futuro, sem as dificuldades cotidianas e familiares.
EXAGERO – O escritor romântico, principalmente o romancista, no afã de criar personagens perfeitas, cai no exagero. Alencar, para criar Iracema ou Peri, não se ateve à realidade indígena brasileira. Assim, a índia (em Iracema) tem lábios de mel, corre mais que uma ema selvagem e tem hálito perfumado (mesmo sem jamais ter escovado os dentes).
Peri (em O Guarani) assemelha-se aos super-heróis das revistas em quadrinhos e do cinema. Não chega a voar, como o Super-Homem, mas é capaz de pegar uma onça viva só para impressionar a namorada (Cecília).
Em A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães, Isaura é perfeita, sem um defeito sequer. Em contrapartida, Leôncio, o vilão, atravessa toda a história sem nos mostrar uma única qualidade.
DESEJO DE MORTE – Longe de ser um modismo difundido na Europa, a fuga para a morte tem raízes mais profundas no Romantismo. Morrer aos vinte anos era, na verdade, negar-se a participar das decisões político-sociais que camuflavam injustiças. No Brasil, o jovem envergonhava-se do sistema de escravidão, mas nada podia fazer para mudá-lo. E deste choque entre o mundo sonhado e o mundo real, nascia a idéia de evadir-se para a solidão, para o desespero e para a morte.
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