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1A indústria de transformação tem um conceito relativamente difuso. Na verdade, isso acontece em função desse ramo econômico abranger um espaço mais amplo. Em meio a conceitos vagos há uma observação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) que aponta “a indústria de transformação compreende as atividades que envolvem transformação física, química e biológica de materiais, substâncias e componentes para obter produtos novos”.

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Assim, vários materiais, componentes e substâncias passaram a ser produzidos na atividade agrícola, florestal, mineração, pesca ou outros ramos industriais. A indústria alimentícia, a de bebidas, os cigarros, roupas, combustíveis, papéis e o setor eletrônico também se inclui nesse rol. Os carros e móveis estão dentro do mesmo quadro.

De acordo com o CNAE, a produção manual ou artesanal, incluindo os ateliês de costura, também entram no rol das indústrias de transformação. Quando o conceito é ampliado, dá para incluir indústrias que fazem renovação ou reconstituição dos produtos. É o caso de uma indústria que recauchuta pneus. Nesse sentido, tal indústria tem um produto final que não precisa ser minuciosamente finalizado para um consumo final. Mas, sim, segue para outro momento de indústria. A celulose, matéria prima do papel, também está incluída nesse exemplo.
A da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) se responsabiliza com o fato de que as fronteiras entre a indústria da transformação com outras atividades é bem tênue. De maneira geral, a indústria de transformação vai tratar de insumos ou materiais de produtos novos. Por ser novo, acaba criando uma certa confusão que resulta no que chamamos de difuso no início deste artigo.

No Brasil

A indústria é um setor considerado recente no Brasil (em comparação aos primeiros países a serem industrializados), somente após a Segunda Guerra Mundial é que o país passou a receber investimentos transnacionais que foram favorecidos pela forte participação do Estado como agente financiador (BNDES), empresarial (Petrobrás/CSN) e gerador de infra-estrutura (transporte/energia) para a atração do capital internacional.

A partir da década de 70, o Brasil tornou-se um país urbano-industrial. Na década de 80 houve uma retração na economia e uma paralisação no setor industrial. Na década de 90, um novo modelo econômico se instituiu no Brasil, organizando o espaço geográfico através de uma nova distribuição industrial.

As indústrias de transformação respondem por 98,5% do valor da produção industrial do Brasil, e participam com 98,3% do pessoal ocupado.

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