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Convenção de Washington e Neoliberalismo

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Para muitas pessoas, o mundo atual sofre com as desigualdades sociais por causa de erros do passado, e um destes erros tem ligação com a perpetração do chamado pensamento neoliberal e das práticas capitalistas.

No entanto, poucas pessoas realmente sabem a respeito do que é o neoliberalismo, e principalmente, quais os impactos que sua corrente de pensamento realmente tiveram nas decisões políticas e econômicas do mundo nos últimos 50 anos.

E por este motivo, vamos detalhar um dos eventos mais importantes da economia global dos últimos 50 anos, a Convenção de Washington, que deu origem a um conjunto de medidas que viriam a ser aplicadas e que foram formuladas por economistas ligados a instituições financeiras importantes, o Consenso de Washington.

O evento

Convenção Washington

Realizada em Washington D.C., a capital dos Estados Unidos, a maior nação capitalista do mundo e a maior potência econômica da época, a Convenção de Washington se deu no ano de 1989.

Contou com a participação de grandes nomes da economia, ligados a grandes instituições financeiras, e deu origem ao conjunto de 10 regras básicas que se convencionou chamar de Consenso de Washington.

O resultado da Convenção de Washington foi alvo de críticas na época e especialmente depois, nos anos que se seguiram, já que suas medidas neoliberais foram aplicadas em alguns países e simplesmente não surtiram o efeito desejado.

E a própria crise dos Estados Unidos, que se agravou na última década também é considerada por muitos críticos como sendo mais uma prova cabal de que estas 10 regras básicas contidas no Consenso de Washington simplesmente não funcionam e já estavam incorretas e defasadas.

A aplicação

Neoliberalismo

A Convenção de Washington reuniu instituições financeiras com sede na capital dos Estados Unidos, e tinha como meta criar um documento com regras que deveriam ser seguidas pelos países da América Latina.

No entanto, para muitos críticos do documento que surgiu do evento de 1989, um dos maiores problemas que o inviabilizariam seria o fato de ele somente levar em conta a situação econômica dos países da América Latina no ano de 1989, sem levar em conta as mudanças futuras.

Mas o ponto que mais gerou crítica foi o caráter estritamente neoliberal do documento, que simplesmente soou como um apontamento de ordens a serem cumpridas pelos países em desenvolvimento da América Latina sem contrapartidas interessantes e visando apenas cuidar dos interesses das instituições que ajudaram a redigir o documento feito em Washington.

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