Tigres Asiáticos

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Malásia

A Malásia tem seu território dividido em duas grandes porções: uma parte continental, no sul da península da Malásia, e outra parte no norte da ilha de Bornéu. O país é dominado por montanhas e florestas tropicais, muito exploradas por empresas japonesas. Pressionado por ambientalistas, o governo criou seis parques nacionais e leis que restringem o corte de madeira. A indústria cresce, com destaque para a produção de componentes eletrônicos. É também importante produtor de estanho, borracha , óleo de palmeira, bauxita e ouro. O país é uma federação de nove sultanatos hereditários e quatro estados não-monárquicos, submetidos a um Parlamento eleito e ao governante escolhido entre seus nove sultões. 

Uma das principais praças da moderna Kuala Lumpur, capital da Malásia


Fatos Históricos 

A Malásia atual é herdeira de antigos sultanatos muçulmanos do século XIII. Portugueses (1511), holandeses (1641) e ingleses (1786) estabelecem-se na região entre os séculos XVI e XVIII. Por fim, em 1874 a Inglaterra amplia suas funções administrativas na região. 

Durante o século XIX há migração maciça de chineses para trabalhar nas minas de estanho. Em 1876 chegam ao país seringueiras procedentes do Brasil. Os ingleses dão impulso à extração de estanho e à produção de borracha. Durante a II Guerra Mundial é ocupada pelo Japão. Os ingleses voltam a controlar o país até 1957, quando a região é unificada e se torna independente, sob o nome de Federação da Malásia. A influência britânica garante a integração do norte de Bornéu ao país. Cingapura, no sul da península da Malásia, abandona a federação em 1965. 

Antichineses – No final dos anos 50, revoltas de inspiração comunista contribuem para o acirramento dos conflitos étnicos entre malaios (61,7% da população) e chineses (29,7%), acusados de simpatizar com os comunistas. Em 1969, novos distúrbios antichineses irrompem. A partir da década de 80, as exportações de petróleo e gás natural superam as de produtos como borracha, madeira e especiarias. O país passa a ser considerado um dos Tigres Asiáticos. 

Em 1994, o Parlamento aprova emenda constitucional que reduz o poder dos sultões. Nas eleições de abril de 1995, a coalizão governista Frente Nacional (BN) ganha maioria arrasadora no Congresso (162, de 192 cadeiras). Mahathir bin Mohamad, no governo desde 1981, continua no cargo de primeiro-ministro. Em maio de 1997, porém, ele tira licença de dois meses para descansar e nomeia Anwar Ibrahim para seu posto. Anwar lança uma campanha anticorrupção. Com a economia do país abalada pela crise cambial do Sudeste Asiático, Anwar (de volta ao cargo de ministro das Finanças) anuncia em outubro um programa de austeridade.

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