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Indonésia

A Indonésia é o maior arquipélago do planeta . São 17,5 mil ilhas espalhadas ao longo de 5.000 km, no nordeste do oceano Índico. É o quarto país mais populoso do mundo, com 203,5 milhões de habitantes, na maioria islâmicos. Sua unidade nacional é ameaçada pela existência de 300 grupos étnicos e mais de 500 línguas e dialetos . A maioria da população trabalha na agricultura, mas a economia é baseada na exportação de petróleo e gás natural liquefeito - produto que o faz ser líder mundial como exportador. O turismo, concentrado nas ilhas de Bali, Java e Sumatra, é uma fonte crescente de recursos. A ONU não reconhece a anexação de Timor Leste – ex-colônia portuguesa invadida pela Indonésia em 1975. 

Fatos Históricos 

Dominada pela Índia no início da Era Cristã, é islamizada a partir do século XV por mercadores gujarati, hindus convertidos pelos persas ao islã sufista . A Indonésia é ocupada por portugueses que ali estabelecem centros comerciais no século XVI. No século seguinte é conquistada pelos holandeses e torna-se uma colônia da Companhia Holandesa das Índias Orientais. 

Manifestações anticolonialistas começam na Indonésia no século XIX, mas o nacionalismo só ganha impulso no início do século XX. Uma rebelião liderada pelo Partido Comunista Indonésio (PCI) explode em 1926 e é sufocada no ano seguinte. 

Independência - O Japão ocupa a Indonésia em 1942, durante a II Guerra Mundial . Em 17 de outubro de 1945, às vésperas da rendição do Japão, o líder nacionalista Sukarno proclama a independência. Os holandeses tentam restabelecer o domínio colonial, mas, depois de quatro anos de guerrilha e da ameaça de retaliação econômica por parte dos EUA, reconhecem a independência em dezembro de 1949. 

O país é concebido como uma federação em que cada Estado tem alto grau de autonomia. Em agosto de 1950, porém, Sukarno dissolve a federação e adota uma administração centralizada. Ao mesmo tempo desenvolve uma política externa independente em relação às duas superpotências (EUA e URSS) e torna a Indonésia, em 1955, um dos fundadores do Movimento dos Países Não-Alinhados, que se propõe a ser um bloco eqüidistante dos EUA e da URSS. 

Sob o governo de Sukarno, os comunistas ampliam rapidamente sua influência. Em setembro de 1965, o tenente-coronel Untung, ligado ao PCI, lidera uma tentativa de golpe. Membros do baixo oficialato matam seis generais. É o estopim para que o alto comando das Forças Armadas, com o apoio dos muçulmanos e de organizações anticomunistas, sufoque a revolta e praticamente elimine os comunistas. Estima-se que 300 mil pessoas tenham morrido na repressão. Em março de 1966, Sukarno é forçado a transferir o poder para os comandantes militares liderados pelo general Suharto, formalmente declarado presidente em março de 1968. 

"Pancasila" - Suharto, que passa a governar ditatorialmente, forma o Secretariado Conjunto de Grupos Funcionais (Golkar, abreviatura em indonésio), na prática um partido governista. O Golkar conquista a maioria na Câmara dos Deputados em julho de 1971, nas primeiras eleições gerais desde 1955. Suharto vence todas as eleições desde então, figurando entre os governantes com mais tempo de poder no mundo. O presidente estabelece o regime da Democracia Pancasila, que é uma apropriação dos cinco princípios (panca sila, em indonésio) do nacionalismo de Sukarno: monoteísmo, humanitarismo, unidade, democracia e justiça. Sob Suharto, a Pancasila transforma-se num instrumento de controle de todas as instituições sociais e políticas do país. 

Sucessão em família - Em abril de 1996 morre a esposa de Suharto, Siti Hartinah Suharto, aos 71 anos. Isso intensifica as especulações sobre o futuro político do presidente, com saúde abalada, que dependia muito da mulher como assessora. No mês seguinte, porém, Suharto dá prova de apego ao poder, apoiando com tropas uma dissidência do Partido Democrático, que expulsa sua então presidente, Megawati Sukarnoputri. Filha do ex-presidente Sukarno, ela é tida como a líder política com maior chance de derrotar o governo nas eleições. 

Em 29 de maio de 1997, o partido de Suharto vence as eleições parlamentares, que tiveram a campanha mais violenta da história do país, com cerca de 300 mortos em um mês. Fortalecido com a vitória (cerca de 75% dos votos), Suharto começa a preparar a estratégia para manter sua família no poder. Observadores acham que, se ele não tentar o sétimo mandato de cinco anos em 1998, deve indicar sua filha mais velha, Siti Hardianti Rukmana, para sucedê-lo. 

Ajuste dramático - A situação do país, no entanto, se complica com a crise cambial do Sudeste Asiático, intensificada com a queda da Bolsa de Hong Kong em 23 de outubro. De janeiro a outubro de 1997, a rúpia perde 58% de seu valor. Em 31 de outubro, o FMI anuncia um plano de socorro ao país no valor de US$ 23 bilhões, o maior da história da instituição. O pacote prevê um ajuste dramático: desmantelamento de monopólios estatais, fim de incentivos fiscais, controle de gastos públicos, liquidação de vários bancos pequenos e redução de tarifas sobre o comércio exterior. O remédio do FMI é considerado uma derrota para o presidente Suharto, que sempre defendeu monopólios e subsídios à indústria local.

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