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A Revolução Mexicana

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6. A Rvolução Mexicana 

O porfiriato 

O período de 1876 a 1911 o México foi marcado pela ditadura militar de Porfírio Díaz, que recorreu ao apoio do capital estrangeiro para estabelecer o desenvolvimento mexicano. 

Neste programa de governo, o México estava passando por um processo de crescimento, porém a população se tornava cada vez mais pobre, devido a entrada de capital estrangeiro. Os indígenas eram os mais prejudicados, pois através da Lei dos Baldiosde 1893-1902, o governo começou a requerero título de posse de terras, documento que a comunidade indígena não possuía, por isso teve as suas terras aprrendidas e vendidas para latifundiários e para empresários estrangeiros, sendo assim os indígenas passaram a viver em estado de mendicidade, e sua cultura foi substituída por tradições estrangeiras. 

O regime militar de Porfírio não agradava a população mexicana que era reprimida, e desse plano de desenvolvimento surgiu uma classe média que requeria o direito de participação política e reformas democráticas. Além disso, a elite mexicana reclamava o fato de a riqueza conquistada com o desenvolvimento econômico ter sido parcialmente entregue para estrangeiros, também pela falta de investimentos na modernização do país. 

Até mesmo os Estados Unidos que tinha grandes investimentos no México começa a perceber que o porfiriato era um forma de governo que já estava se esgotando, e logo esta grande potência deixou de dar o seu apoio à Porfírio, passando a apoiar a oposição. 

A Revolução 

Porfírio Díaz convocou eleições presidenciais em 1910. Francisco Madero se candidatou para o cargo. Díaz decretou a prisão de Madero durante as eleições para poder se reeleger tranquilamente. 

Após as eleições, Madero foi exilado e se refugiou para o Texas, onde inciou a revolução. Durante a revolta, Madero prometeu aos camponeses indígenas a restituição de suas terras e também a reorganização eleitoral, assim ganhou a confianças desse grupo que no Sul eram representados por Emiliano Zapata e no Norte por Pancho Villa. 

Em 1911, Díaz foi renunciado e Madero assumiu a presidência interinamente. Mas neste mesmo ano, foram convocadas novas eleições e Madero foi eleito. 

O governo de Madero recebeu um grande apoio social, especialmente das camadas populares, que criavam grandes expectativas em relação ao novo presidente. 

Mas com o passar do tempo, Madero começou a demonstrar uma postura moderadora e desinteressada em relação ás reivindicações das camadas populares, mas por outro lado estava bem intencionado com os antigos partidários do porfiriato, que mesmo depois de sua renúncia permaneceram ocupando cargos no governo. Assim as camadas populares se colocaram em contradição ao governo de Madero. 

Avanço e retrocesso 

Madero não deu ouvidos para a proposta de reforma agrária de Zapata, e por este motivo perdeu o apoio que recebia de um dos principais líderes da Revolução Mexicana, que implantou o Plano de Ayala, tendo como principais características a reforma agrária e a apreensão de 1/3 das terras que estavam sob o poder de latifundiários pra serem cedidas à camponeses. 

A capacidade política de Madero não foi suficiente para administrar as reformas a fim de atender as camadas populares, de assegurar os interesses financeiros e poupar o latifuúndio. E assim o governo de Madero foi acometido por um golpe de estado, liderado por Victoriano Huerta. 

Em 1913 Madero foi executado e Huerta subiu ao poder, porém a sua presença na presidência não era muito aceitável, foi quando foi criado um movimento anti-huertista encabeçado por Venustiano Carranza, tendo como aliados Pancho Villa, Zapata e Obregón. 

Quando Huerta permitiu a entrada de capitais ingleses no México, a relação com os Estados Unidos ficou abalada, e logo os norte-americanos retiram o seu apoio ao governo mexicano, passando a apoiar Carranza. 

Huerta renunciou e a presidência ficou interinamente ocupada por Zapatta e Pancho Villa, que dividiam o poder. Nesse tempo, Zapata implantou em Morellos a reforma agrária e outras reformas sociais, além disso estabeleceu poder democrático para a sociedade. 

Após a acupação de Carranza na presidência foi promulgada a Constituição Mexicana de 1917 que marcou o retorno do ejido sob forma de cooperativa controlada pelo Estado, assegurava os direitos a propriedade e leis trabalhistas com jornada de trabalho de 8 horas por dia. Era possível evidenciar que a elite vencia as camadas populares. 

Em 1919, Zapata foi assassinado, e logo no início da década de 20 Pancho Villa também é executado, esse foi o ensejo para o fim da revolução. 

A partir de 1920, Álvaro Óregon assume a presidência do México que passou por um grande desenvolvimento social. Em 1928, Óregon foi novamente eleito para a presidência, mas foi assassinado antes de sua posse.

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