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O bloqueio continental

1O Bloqueio Continental aconteceu em 1806, com um decreto para impedir o acesso a portos de nações comandadas pelo Império Francês. Navios do Reino Unido da Grã Bretanha (Inglaterra) e Irlanda não tinha acesso a tais espaços. Dessa forma, a região das Ilhas Britânicas ficava isolada do ponto de vista econômico, com prejuízos ao comércio.

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Para Napoleão Bonaparte, a ação foi uma represália. Uma violação do direito internacional. Um conflito entre o sistema portuário francês e a marinha do Reino Unido.

A eficácia da decisão se deu quando a França percebeu que precisava do apoio de toda a Europa, até mesmo nas áreas extremas do Continente. Como por exemplo do império russo, austríaco e português.

Em julho de 1807, o acordo de Tilsit, entre o Czar Alexandre I da pôs fim ao extremo leste da Europa. Mas restava o extremo Oeste, espaços onde estavam localizados os portos das cidades de Lisboa e do Porto, pertencentes a Portugal.

Portugal recua

Os portugueses se recusaram à adesão pelo fato do bloqueio manter a aliança com a Inglaterra. E Portugal dependia da Inglaterra. A riqueza portuguesa era oriunda de suas colônias, especialmente a brasileira. Com a crise, Portugal não queria o enfrentamento com Napoleão.

Em janeiro de 1807, a Inglaterra determinam novas regras para a Marinha Real Britânica para navios neutros que se dirigiam à França: captura e leilão, sequestro de cargas. Quem aderiu ao bloqueio viu suas mercadorias das colônias desaparecerem.

Portugal foi intimado por Napoleão em agosto de 1807. Ou os portugueses rompiam com a Inglaterra ou seriam invadidos pelos franceses. Os ingleses protegeram a coroa portuguesa e mandou o rei de Portugal para o Brasil.

O bloqueio acabou sendo um dos motivos para o enfraquecimento de Napoleão nos espaços já conquistados pelo poderio francês.

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