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A evolução política

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A evolução política do Egito 

Os Estados que se originaram no Oriente Médio tinham algumas características parecidas, uma delas era o fato de possuírem chefes com poder temporal e espiritual. 

Os atos de rebeldia eram considerados crimes contra o chefe do Estado e contra o deus. 

Período pré- dinástico: a formação da Egito
 
No Egito, o trabalho coletivo deixa de ser necessário já que cada família passa a ser proprietária das terras que cultivam. A separação das comunidades primitivas começa a acontecer quando se desenvolveu a agricultura, e os utensílios de metais começam a ser utilizado. Muitas famílias perderam as suas propriedades, e conseqüentemente o número de camponeses aumentou, estes eram dominados pelos senhores mais poderosos. 

Logo foram desenvolvidas as pequenas unidades politicamente independentes, denominadas nomos, uma divisão administrativa governada por um nomarca

Esse período ficou conhecido como período pré-dinástico, pois ocorreu antes mesmo do surgimento do Faraó. Essa fase foi marcada pelos conflitos entre os nomos, onde os menores desaparecem, sendo agrupados pelos mais fortes. Com a repreensão da água, muitas famílias tiveram que deixar suas propriedades e ir trabalhar em outros nomos. Os conflitos levaram à formação de dois reinos no Egito, conhecidos como o Reino Alto e o Reino Baixo

O Reino Alto, situado a sul, perto do deserto do Saara,
era simbolizado uma coroa branca.

O Reino Baixo, situado a norte, perto do mar Mediterrâneo
era simbolizado com uma coroa vermelha.

O rei Menés do sul venceu a guerra sobre o norte, por volta de 3200 a.C., e unificou o Egito, colocando em sua cabeça as duas coroas tanto a branca quanto a vermelha. Menés se tornou o primeiro faraó do Egito.

O Antigo Império de 3200 a 2200 a.C.


As três pirâmides de Gizé

O Egito ficou por mais de um milênio num isolamento quase completo, com os sucessores de Menés no poder. O faraó era uma figura importantíssima, considerado uma encarnação do próprio deus Rá (o Sol). 

No decorrer deste período, os sacerdotes conquistaram riquezas e grande influência. As três pirâmides de Gizé foram construídas e concedidas aos faraós Quéops ou Kuku, Quéfrem e Menkaure ou Miquerinos. 

Surgindo o período de anarquia, o trono do faraó passou a ser disputado por cada nobre que se julgava apto, e o clero aproveita-se desse período para expandir o seu poder político.

O Médio Império de 2000 a 1750 a.C. 

Este período foi marcado pelo início de uma nova dinastia e pela instituição de uma nova capital, a cidade de Tebas. O Egito se desenvolveu consideravelmente em direção ao sul, novas colônias mineradoras foram instituídas no Sinai, e os canais de irrigação foram aperfeiçoados. O Egito se tornou a população mais conhecida do Oriente Médio, com a ambição dos nobres e do clero o cobre foi conquistado fora da África. 

Durante o período de 1750 à 1580 a.C, um povo semita denominado hicsos dominou o território do delta do Egito, após derrubar as forças faraônicas do Sinai. Foi a partir dessa ocupação que os hebreus se constituíram no Egito. 

O novo Império de 1580 a 1085 a.C. 

O faraó Ahmés ou Amósis I escorraçou os hicsos, iniciando o período militarista e expansionista do Egito. No reinado de Tutmés III, foram conquistadas a Palestina e a Síria, expandindo o domínio do Egito até as nascentes do rio Eufrates. 

O faraó Amenófis IV durante o período do apogeu empreendeu uma revolução religiosa e política, substituindo o politeísmo tradicional (tinha como deus mais importante o Amon-Ra) pelo Aton (representado pelo disco solar). Esta atitude do soberano estava relacionada com a superioridade dos sacerdotes que estavam levando vantagens sob o poder real. 

O faraó passou a ser denominado Akhnaton, o sacerdote superior do novo deus. Seu sucessor, o Tutancaton, acabou com a revolução religiosa e restabeleceu o politeísmo, e passou a se chamar Tutancamon. 

Em 663 a.C o Egito foi invadido pelos assírios. 

O Renascimento Saíta (663 a 525 a.C) 

Os assírios foram expulsos pelo faraó Psamético I, que foi o responsável pela instalação da capital do Egito na cidade de Saís.
 
A disputa pelo trono do Egito deixou o país arruinado. Muitas lutas e invasões ocorreram, como a dos persas em 525 a.C durante o combate de Pelusa, do rei macedônio Alexandre Magno em 332 a.C e dos romanos em 30 a.C, essas ocorrências determinaram o término do Egito como Estado independente.

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