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O fascismo italiano

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3. O fascismo italiano

A doutrina do Partido Fascista era instável, suas pregações eram geralmente contraditórias. Os fascistas eram contrários ao comunismo e ao socialismo, mas insurgiam-se pela jornada de trabalho de 8 horas, a reforma da Constituição, o fortalecimento do Poder Executivo, mas especialmente pelo esplendor da Itália. 

Em atenção ao nacionalismo, glorificavam a violência, a guerra, as conquistas, o militarismo. Não abriam mão de atacar as democracias ocidentais tradicionais, o parlamentarismo, a Liga das Nações e as idéias pacifistas do presidente Wilson. 

A anarquia reinava na Itália, e os fascistas se aproveitaram disso para realizar a sua imposição no país. 

No ano de 1920, se organizaram em expedições punitivas para atacar as instalações das organizações da esquerda, ou até mesmo contra os organismos sindicais. Agiram brutalmente, destruindo tudo e matando os líderes. 

Os partidos de esquerda reagiram à violência e a crise da Itália se agravou, assim os proprietários rurais, grandes comerciantes e indústrias apoiaram o Partido Fascista, que criou o seu próprio sindicato para recrutar mão-de-obra desempregada para atuar como fura-greves. 

Em meados de 1922, os partidos de esquerda decretaram uma greve geral que foi cessada pela violência fascista. Assim, os fascistas promoveram uma “marcha sobre Roma”, levando Mussolini ao poder, que se encarregou de formar um novo governo. A Itália permaneceu, nos dois anos seguintes, como uma monarquia parlamentarista, e os fascistas continuavam utilizando métodos violentos para reprimir seus adversários. No entanto, não evitaram que os principais líderes da oposição fossem reeleitos, em 1924. 

Durante a abertura da primeira sessão parlamentar, o líder socialista Matteotti fez um discurso contra os meios fascistas e as fraudes que ocorreram nas eleições de 1924. Alguns dias após o discurso, Matteotti foi assassinado. 

Em 1925, Mussolini estabeleceu um regime totalitário de governo, eliminando a oposição. Houve uma reforma da Constituição, e o primeiro-ministro tornou-se o único responsável perante o rei, detendo totais poderes legislativos. Neste mesmo ano, Mussolini estabeleceu o regime ditatorial, tornando-se ditador absoluto da Itália (Duce).

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